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Comer Rezando
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Saveur Bistrot e Almería são as novidades que você precisa conhecer antes do ano acabar

Na última coluna do ano, duas novas casas em Brasília mostram que ainda há espaço para se surpreender com boa gastronomia, identidade própria e experiências bem construídas

Max Cajé

26/12/2025 14h26

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Foto: Max Cajé

Na última coluna do ano, venho falar sobre duas casas que abriram agora, na reta final de 2025, e que, na minha opinião, fizeram bonito desde a estreia. A primeira é o Saveur, que existiu em outro formato por anos, na casa do chef Thiago Paraíso, e agora está na rua dos restaurantes, na 404 Sul.

Com um lindo projeto arquitetônico, a casa conta com um menu de entradas que funciona perfeitamente como uma sequência de degustação, por ser impossível escolher uma opção como a melhor, além de opções de principais que trazem um uso da identidade do Saveur ao longo dos anos e sobremesas conhecidas e adoradas por quem acompanha o trabalho de Paraíso.

Dentre as opções pra começar a noite, eu destaco o Carpaccio de vieiras (azeite de limão e gergelim tostado com flor de sal, R$ 134), a Rã (coxas grelhadas em manteiga de alho e salsa & coxinhas de rã empanadas e fritas, R$ 98), a Casquinha de jacaré (jacaré cozido em baixa temperatura ao vinho branco e ervas, desfiado e refogado com cebola, alho, leve toque de leite de coco e cheiro-verde, finalizado com farofa crocante, R$ 67) e o Carpaccio de rosbife oriental (filé mignon selado em manteiga de alho e tomilho, resfriado e fatiado na faca, molho oriental, maionese de wasabi, crispy de cebola e toast de pão, R$ 69). Ainda assim, se puder ou for em grupo, não deixe de pedir também o Arancini de costela e o Steak Tartare.

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Foto: Divulgação

Falando dos principais, o cardápio conta com uma seção de especiais do chef bem interessante, começando pelo porco selvagem, que foi o meu pedido. Ele vem com molho de jabuticaba, risoto de queijo coalho e banana crocante (R$ 145). Quase não decido entre ele e as Vieiras em manteiga de alho e limão (fettuccine ao creme de espinafre com manjericão, vinho branco, natas, parmesão e limão siciliano, R$ 187). Consegui provar um pouco da amiga e, realmente, estavam deliciosas e equilibradas com a massa, como eu esperava.

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Foto: Divulgação

Para fechar, não tinha como eu deixar passar o Pudim da Bisa (R$ 29), minha sobremesa favorita do antigo Ouriço, também do chef. A calda tem espessura e cor que encorpam e destacam a consistência que só um pudim lisinho pode entregar. 10/10.

A segunda abertura é o Almería desembarcando oficialmente no Complexo Beira Lago, que já contava com a nova Fogo de Chão, no Setor de Clubes Sul. Se consolidando como uma referência quando o assunto é gastronomia mediterrânea na capital, o Almería mudou de endereço, se modernizou e agora entrega uma nova experiência à Beira Lago.

Com Diego Moraes no comando da cozinha, o sommelier José Eduardo à frente da carta de vinhos e o restaurateur Guto Jabour, CEO do grupo, a casa ganha ares ainda mais mesclados com o Cerrado, com queijarias artesanais, horticultores do entorno do Distrito Federal, vinicultores regionais e criadores especializados na lista de fornecedores dos insumos.

Várias criações trazem típicas inspirações do mar Mediterrâneo, com ingredientes locais apresentados em pratos com texturas que provocam e agradam o paladar, além de apresentações impecáveis.

No almoço em que conheci o novo Almería, comecei pelo Ragù de Vegetais Mediterrâneos (ragù de legumes: salsão, cenoura, cebola-roxa e abobrinha lentamente cozidos em azeite extravirgem e ervas, servido com espuma de tomate, babaganoush e tuile crocante, R$ 48), que pode ser lido como uma reimaginação do ratatouille clássico.

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Foto: Divulgação

Como primeiro principal, o Gnocchetti al Ragù Bianco (gnocchetti fresco de sêmola servido com ragù bianco de linguiça caipira Léo Hamu, mirepoix, orégano e Grana Padano, R$ 95) estava cítrico e refrescante na medida, com a linguiça trazendo a untuosidade necessária. Perfeito para comer uma massa num dia de calor sem se sentir pesado.

A estrela, como não poderia deixar de ser para mim, foi o Polpo alla Griglia (polvo grelhado servido com abóbora em três texturas: grelhada, em mousseline cremosa e em telha crocante, finalizado com gremolata cítrica de abóbora e ervas frescas, R$ 185). A abóbora entrega diferentes sabores nos três preparos e, em todos, realça o polvo, que veio em ponto perfeito.

Além da comida, o ambiente naturalmente iluminado e o atendimento impecável me deixaram encantado e feliz com a mudança da marca.

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