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Cinema com ela
Cinema com ela

Blake Lively estrela adaptação de fenômeno literário em “É Assim Que Acaba”

Justin Baldoni dirige uma adaptação comovente, mas não explora a violência doméstica com a profundidade desejada

Tamires Rodrigues

08/08/2024 5h00

Atualizada 07/08/2024 22h52

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Blake Lively faz uma reintrodução brilhante ao drama emocional, com uma atuação calorosa e instintiva. — Foto: Divulgação/Sony Pictures

A tão esperada primeira adaptação cinematográfica de um romance de Colleen Hoover, “É Assim Que Acaba”, estreia nesta quinta-feira (8). Sob a direção e a atuação de Justin Baldoni, o filme mergulha nas complexidades de um relacionamento abusivo, narrando sua trajetória do início ao fim. Blake Lively se destaca no papel principal, oferecendo uma performance que combina delicadeza, força e empatia de forma única.

Lily Bloom (Blake Lively), após uma infância difícil, recomeça sua vida em Boston e abre seu próprio negócio. Ela acredita ter encontrado o amor verdadeiro em Ryle (Justin Baldoni), um charmoso neurocirurgião. Conforme o relacionamento avança, as memórias do passado turbulento de Lily começam a ressurgir. A situação se complica ainda mais com o retorno de Atlas Corrigan (Brandon Sklenar), seu primeiro amor. Um evento doloroso desencadeia traumas antigos, ameaçando seu relacionamento com Ryle. Agora, Lily deve decidir se pode manter seu casamento enquanto seu primeiro amor retorna à sua vida.

Assim como no romance, Baldoni consegue transmitir como muitos relacionamentos intensamente apaixonados podem, infelizmente, deteriorar-se com o tempo. Os fãs do livro notaram que, embora o diretor trate algumas das cenas mais violentas com um toque de polidez, elas não têm o impacto esperado. Contudo, o roteiro de Christy Hall preserva a essência do diálogo original da obra de Hoover.

O filme parece focar predominantemente na violência doméstica, sem explorar outras nuances do tema. Os personagens às vezes parecem existir para ilustrar a natureza insidiosa dessa questão e seus efeitos, mesmo quando os afetados tentam se proteger através da negação. Embora o longa se dedique a transmitir sua mensagem, ele acaba sendo mais edificante do que profundamente comovente, o que pode limitar o engajamento do espectador de maneira mais sutil e impactante.

Por outro lado, a trama exibe um cenário encantador em Boston e um figurino notável, com destaque para o visual de Lily, interpretada por Blake Lively. As flores, que têm um papel simbólico importante na história, são retratadas com uma beleza gótica, oferecendo uma complexidade emocional da personagem principal e sua luta.

Mas o principal problema fica para o roteiro, as pessoas que não leram o livro, vão sentir falta de algumas explicações que detalham melhor os personagens, justificativas para algum desenrolar. Além dos flashbacks que contam sobre a adolescência de Lily que foram consideravelmente diminuídos e por assim dizer as partes de seu primeiro amor com Ryle.

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Foto: Divulgação/Sony Pictures

Conclusão

Blake Lively faz uma reintrodução brilhante ao drama emocional, com uma atuação calorosa e instintiva que se destaca. Sua química com os dois protagonistas masculinos é notável, e a escolha de Isabela Ferrer para interpretar uma versão mais jovem de Lily é precisa e eficaz. A atuação de Jenny Slate como a melhor amiga adiciona um toque encantador ao elenco. Lively traz uma nova dimensão para o gênero, fazendo com que sua performance ressoe profundamente com o público de forma memorável.

Confira o trailer:

Ficha Técnica
Direção: Justin Baldoni;
Roteiro: Christy Hall;
Elenco: Blake Lively, Justin Baldoni, Brandon Sklenar, Jenny Slate, Isabela Ferrer, Alex Neustaedter, Hasan Minhaj, Amy Morton;
Gênero: Drama, Romance;
Duração: 130 minutos;
Distribuição: Sony Pictures;
Classificação indicativa: 12 anos;
Assistiu à cabine de imprensa a convite da Espaço Z

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