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Brasília em duas rodas

Km 06 – Como se motivar e se manter motivado?

Fabrício Lino

Publicado

em

Km 06 - Como se motivar e se manter motivado?
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Após algumas boas informações sobre como escolher a bicicleta correta, a importância de fazer uma boa regulagem e aferição, quais equipamentos usar e locais para pedalar, chega o momento de entender o motivo pelo qual as pessoas começam e param mas também entrar na cabeça de um ciclista ou mountain bike e entender como eles conseguem pedalar tantos quilômetros por tantos dias sem parar.

É fato que a situação global estimulou muitas pessoas em todo o planeta a usar a bicicleta para sair de casa e estar na natureza, no ar livre, nas ruas ou nos campos. A situação “forçada” de permanecer em casa fez com que muitos procurassem maneiras de poder sair, mesmo que um pouquinho para sentir o ar fresco pelas ruas. Em Brasília, desde os primeiros meses da pandemia, percebeu-se um movimento dos ciclistas e mountain bike muito grande pelas ruas. É claro que não se via tantos pelotões (grupos) andando por aí, mas era muito comum encontrar duplas ou trios e também muita gente pedalando sozinho pela cidade.

Estas cenas eram vistas diariamente na Capital, e é claro que além de incomodados, muitos também olharam para estas cenas e perceberam que poderia ser a “fuga” que eles tanto buscavam. Com as academias e parques fechados, com as estações de atividade física das quadras impedidas e outros locais para treinar sem acesso, perceberam que pedalar poderia ser a solução. E foi aí que as lojas, as marcas, as fábricas enfrentaram um aumento nas vendas e encomendas jamais visto em toda a história.

Mas não basta apenas usar esta bicicleta para “fugir” de casa por algumas semanas ou meses enquanto acontece um confinamento. É possível que muitas destas bicicletas virem o famoso cabide de roupas em casa ou comecem a enferrujar na garagem, mas também já é visto uma quantidade grande de pessoas que estão saindo da simples pedalada para respirar ar puro, para os percursos tradicionais (matéria anterior) e trilhas mais técnicas e desafiadoras do Distrito Federal.

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Este movimento é percebido pois o andar de bicicleta é viciante, e é um ótimo vício! Faz muito bem a saúde: é um excelente redutor de gordura corporal (se aliado a bons hábitos alimentares), um ótimo “remédio” para o coração e todo sistema cardio respiratório, libera inúmeros XXXXX no nosso organismo e é muito prazeroso por ser um esporte “coletivo” onde estamos sempre por perto de pessoas que gostamos e queremos treinar juntos.

É muito difícil encontrarmos um “ex-ciclista”! Pela possibilidade de uma prática muito duradoura e sem limite de idade para a prática, é possível ver em outros países grupos de octogenários pedalando e disputando algumas provas. E são estes desafios que nos movem. Sempre queremos completar um percurso que antes era intangível e inimaginável, sempre queremos concluir aquela mítica subida sem colocar o pé no chão, sempre vamos querer “quebrar algum recorde pessoal”, e é exatamente aí que começam a aparecer as travessias, as provas, os movimentos sem premiação mas que são uma grande superação, como por exemplo um trajeto que existe aqui em Brasília que é o Brasília – Pirenópolis entre outros.

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Se você pensa que ao comprar uma bicicleta a sua vida será uma tranquilidade e que agora você vai somente sair por aí pedalando e colhendo os benefícios já ditos acima, você se engana! Prepare-se para um mundo sem limites, um mundo para conhecer, para desbravar, para superar. Após alguns meses ou anos de pedal você estará envolvido com pessoas do meio, pessoas que vão sempre te chamar e te estimular a andar um pouco mais longe ou subir um pouco mais. Você perceberá que dar uma volta (10 km) no Parque da Cidade ou finalizar aquela trilha super pesada (6 km) não será mais um desafio e então você vai perceber que já está conversando sobre quando vai se inscrever para o desafio entre as cidades, vai navegar por sites de provas/desafios pelo Brasil e pelo mundo e vai até, quase que inevitavelmente, se ver conversando e estudando sobre o Caminho de Cora Coralina, ou o Caminho da Fé, ou até mesmo fazer uma ou mais etapas da maior prova de ciclismo do mundo que é o Tour de France! E por fim, não se assuste quando estiver marcando uma reunião com os amigos, para conversar sobre como completar o Caminho de Santiago de Compostela na Espanha, afinal, o que são 840 quilômetros pedalando uma bicicleta em um outro país, conhecendo a cultura e a culinária, vivenciando os costumes, se divertindo e turistando?

E então! Será que a bike pode te levar a muitos lugares, a pensar grandes aventuras e te manter sempre motivado a querer ir mais longe? Me diga você em breve! Até a próxima, pois é assim mesmo que eu vivo: planejando a próxima pedalada!

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