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Espancado até a morte na 316 Norte

Em agosto de 1993, o estudante Marco Antônio Velasco, de 16 anos, foi espancado até a morte por dez jovens que faziam parte de uma gangue chamada Falange Satânica. Velasco estava na 316 Norte com mais dois amigos, por volta das 15h, quando foram abordados pelo grupo. Os dois garotos conseguiram fugir, mas Marco Antônio caiu e foi violentamente agredido. Ele teve traumatismo craniano, baço rompido, braço e costelas quebradas e diversos outros ferimentos. Foi levado ao hospital, mas morreu 10 horas depois.

 

Orientado pelo tio, que era delegado de polícia, o líder da gangue, Gengis Keyne de Brito, 18 anos, apresentou-se espontaneamente às autoridades, relatando o ocorrido e delatando seus companheiros. Mas ele não sabia que Velasco havia morrido e acreditava ter participado apenas de um caso de agressão. O rapaz só ficou sabendo do óbito após assinar a confissão.

 

E o que aconteceu com os membros da Falange Satânica? Keyne e os outros quatro maiores de idade foram presos e condenados a 28 anos de prisão. Mas ficaram apenas seis atrás das grades. Quatro menores foram apreendidos e levados ao Caje (Centro de Atendimento Juvenil Especializado), permanecendo pouco tempo detidos. Outro menor fugiu e nunca mais foi encontrado.

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Em 2003, já em liberdade condicional, Gengis Keyne foi preso novamente ao tentar comprar um celular com um cheque falso. Em 2007, passou para o regime domiciliar, mas voltou para a cadeia no ano seguinte, acusado de tráfico de drogas, onde permanece até hoje.

 

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Depois que perdeu o filho, Valéria Velasco criou o Convive (Comitê Nacional de Vítimas de Violência).

 

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