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Analice Nicolau
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Vult, Instituto Maria da Penha e ONG Turma do Bem realizam uma roda de conversa sobre violência contra a mulher

Os dados apresentados durante o evento apontam que 35 mulheres sofrem violência por minuto e 1 morre a cada 7 horas

Analice Nicolau

22/03/2024 14h00

A Vult cosméticos, pertencente ao Grupo Boticário, anunciou durante o mês de março um movimento de impacto social para apoiar mulheres em situação de violência doméstica e mobilizar a sociedade em torno do tema. Em parceria com o Instituto Maria da Penha (IMP) e a ONG Turma do Bem, a marca vem realizando ações que não só trazem visibilidade à causa como também apoiam o resgate da autoestima e do orgulho de mulheres que vivenciaram situações de agressão.


A parceria resultou em uma roda de conversa aberta ao público no dia 20 de março, na Unidade de Jardim Sinhá, em São Paulo, que contou com cerca de 60 participantes e teve apoio ainda do Vozes das Periferias. A ação teve o intuito de conscientizar e auxiliar mulheres a identificarem situações de agressão.


As mulheres presentes tiveram a oportunidade de engajar em trocas significativas e informativas, ministrada por Conceição de Maria Mendes de Andrade Leone, Co Fundadora e Superintendente Geral do Instituto Maria da Penha, que abordou questões sociais relacionadas à violência doméstica, com foco nas características desse ciclo, nos tipos de violência, no processo de denúncia e como buscar um recomeço, além do despertar da consciência coletiva sobre essas situações, falou ainda sobre a importância de fomentar redes de apoio e da independência da mulher.


“Segundo dados trazidos pelo Relatório “Visível e Invisível: A vitimização de mulheres no Brasil”, de 2023, 35 mulheres sofrem violência por minuto e 1 mulher morre a cada 7h. Essa é uma triste realidade e a complexidade da violência doméstica demanda uma abordagem acolhedora, onde a educação e a conscientização se destacam como pilares essenciais para efetivar mudanças tangíveis na vida dessas mulheres. É por isso que promover rodas de conversa e incentivar o apoio mútuo entre elas se mostra essencial para transformar essa realidade e impactar positivamente as estatísticas em nosso país”, afirma Conceição de Maria.


Para o empreendedor social, fundador e CEO do Vozes das Periferias, Cesar Gouveia, o projeto da Vult representa uma etapa significativa na luta contra a violência de gênero. “A informação e a educação são fontes poderosas no combate a esse tipo de violência, e essas rodas de conversas oferecem um espaço seguro e acolhedor para que as mulheres compartilhem suas experiências, contribuindo para a conscientização e a mobilização da sociedade como um todo”, reforça.


Para as participantes que estiveram presentes no encontro, ter consciência sobre situações de violência é de extrema importância para romper esse ciclo. “Quando a violência doméstica chega ao ponto da agressão, a mulher já está destruída psicologicamente. É assim que vai progredindo”; “Eu deveria ter sido uma estatística, mas superei a violência e consegui me reerguer”, são relatos dessas brasileiras que vivenciaram a violência de perto e que hoje podem inspirar outras mulheres.

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