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Analice Nicolau
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‘Vermelho Quimera’, com o bailarino brasileiro Thiago Soares, é selecionado para os festivais Venezia Shorts e New York Indie Short Awards

No curta, o carioca de 41 anos, que foi astro do Royal Ballet de Londres por mais de uma década, exerce tripla função de ator, coreógrafo e diretor da trama

Analice Nicolau

10/09/2022 9h00

Após ter sido selecionado para o Festival de Cannes em maio, na categoria Short Film Corner, agora é a vez do Brasil ser representado por “Vermelho Quimera” na Itália e nos Estados Unidos.

Crédito: Ângela Zaremba

O curta, dirigido por Thiago Soares e Oskar Metsavaht, foi selecionado para o Festival New York Indie Shorts Awards, nos Estados Unidos, que acontece de 3 a 6 de setembro deste ano, e também para o Festival Venezia Shorts, da Itália, que será realizado no dia 6 de maio de 2023.

Crédito: CD Júnior

“Tem sido uma alegria muito grande ser selecionado para estes festivais. Foi uma certeza de que o trabalho tem uma fala relevante, e tive força para pensar em próximos filmes. Me senti honrado e impressionado por terem dado atenção a nossa produção. Está sendo muito especial”, comemora Thiago, bailarino e coreógrafo brasileiro mais premiado internacionalmente e que foi astro do Royal Ballet de Londres por mais de uma década. 

Além de dirigir o filme, Thiago também criou a coreografia e estrela a produção, ao lado da atriz Lana Rhodes. A trama narra a história de dois amantes que transitam em um universo paralelo, entre a ilusão e a realidade. Sem diálogo, ambos se comunicam pela expressão corporal e pelo movimento. Inspirado no balé “Pássaro de Fogo”, composto por Igor Stravinski, o bailarino fala sobre como foi o processo criativo de suas coreografias para o filme, guiado pela lenda russa:

Crédito: André Hawk

“Dancei a obra original do Stravinski por vários anos e sempre gostei. Meu objetivo era visitar o DNA dessa apresentação com uma perspectiva dos dias de hoje. Comecei com a ideia de ir para o teatro, mas percebi que era algo mais íntimo com muitos detalhes pequenos, precisando de uma lupa para entender a narrativa. Foi quando veio a ideia de fazer a versão em filme. Apesar de ser contemporâneo, usei a linguagem corporal clássica, que representa minha trajetória.” 

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