A nova novela das sete da Globo tem estreia prevista para janeira e promete aumentar a audiência da faixa ao contar a história de Sol, uma mulher comum, mas com muitas de nuances. O cotidiano brasileiro e a religião são alguns dos temas abordados na trama que será protagonizada por Sheron Menezzes. Sol é uma trabalhadora que levanta diariamente antes das seis da manhã para ganhar o pão de cada dia. Mulher de fé, mãe, guerreira, moradora de Piedade, bairro tradicional da Zona Norte do Rio de Janeiro, vendedora de quentinhas no Centro da cidade.
A personagem representa milhões de brasileiros que sonham, lutam e correm atrás.

Na trama, Sol vende quentinhas no Centro do Rio de Janeiro. Créditos: Reprodução/ Globo
“Temos uma história cheia de conflitos, humor, romance, e que trata de temas contemporâneos que atravessam a vida de todos os personagens: desde os mais jovens aos mais vividos. São dramas que devem entreter, emocionar, fazer a gente torcer e pensar. Nessa novela, temos personagens que acertam e erram, aprendem e erram de novo, mesmo tentando acertar… São personagens humanos, imperfeitos, como nós. E a obra fala da esperança, da fé e de seguir em frente mesmo em meio às adversidades, acreditando num futuro melhor”, conta a autora Rosane Svartman.
Além de representar os trabalhadores brasileiros, a trama traz representatividade racial, já que o núcleo central é composto por personagens negros. A família de Sol é formada pela mãe Marlene (Elisa Lucinda), o marido Carlão (Che Moais) e as filhas Duda (Manu Estevão) e Jenifer (Bella Campos), a primeira universitária dessa família multigeracional
Elisa Lucinda comemora o momento, “Estou fazendo esse trabalho na TV Globo, onde tenho uma trajetória, em uma hora ótima. Teve momentos na preparação que eu chorei muito de ver aquele monte de gente preta competente no seu lugar, respeitada. ”, destaca a atriz.

A personagem de Sheron Menezzes recebe um convite para trabalhar com Lui Lorenzo (José Loreto), um cantor pop. Créditos: Reprodução/ Globo
Na trama, a protagonista canta no coral da igreja desde a infância. Mas na juventude, sem que os pais soubessem, ela frequentava os bailes funks que marcaram os anos 2000 e era conhecida como a “princesa do baile”, “a gata das gatas”. Hoje a família passa por dificuldades financeiras, com Carlão desempregado desde a pandemia. E é nesse momento que o acaso a faz parar nos palcos.
A personagem de Sheron Menezzes recebe um convite para trabalhar com Lui Lorenzo (José Loreto), um cantor pop e conquistador. Essa reviravolta na vida de Sol faz com que ela reencontre Benjamin (Samuel de Assis), sua paixão na juventude, e Theo (Emilio Dantas), de quem guarda más lembranças. Casado com Clara (Regiane Alves), Théo é um empresário de sucesso que esconde negócios escusos, sem que ninguém desconfie. Ben se casou com Lumiar (Carolina Dieckmann) e juntos construíram uma vida profissional bem-sucedida como advogados criminalistas.
Além de Sol fazer parte do coral, ser descrita como uma mulher de fé, a família dela frequenta à igreja aos domingos. Por isso religião é um dos temas retratados na novela, o que a fez ganhar o título de novela evangélica antes mesmo de sua estreia, mas a autora não concorda com a suposição. “Em uma pesquisa que tive acesso, vi que quase 100% dos brasileiros falam sobre ter fé, e por volta de 90% diz ter uma religião. Não seria estranho, portanto, que isso fosse uma característica dos personagens. Apesar da religiosidade não ser um pilar da novela, ela é relevante porque é um dado importante para os brasileiros. É dessa forma que ela aparece na novela, na construção dos personagens”.

Elisa Lucinda interpreta a mãe de Sol em “Vai na Fé”. Créditos: Reprodução/Instagram.
“Vai na Fé” é uma novela criada e escrita por Rosane Svartman, com direção artística de Paulo Silvestrini. A direção geral é de Cristiano Marques e a direção é de Isabella Teixeira, Juh Morais, Augusto Lana e Matheus Senra. A obra é escrita com Mário Viana, Pedro Alvarenga, Renata Corrêa, Renata Sofia, Sabrina Rosa e Fabricio Santiago. A produção é de Mariana Pinheiro e a direção de gênero é de José Luiz Villamarim.