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Analice Nicolau
Analice Nicolau

Uma produção que sai do digital e prova força na TV aberta

Colunista Analice Nicolau

22/01/2026 8h39

Cláudio Gonçalves

Produção brasileira atravessa fronteiras do digital e conquista espaço na televisão aberta do Sul do país

Há movimentos no mercado que sinalizam mais do que uma boa fase: revelam uma mudança de era na forma como se consome conteúdo. É o caso do Arte de Vencer, podcast criado e apresentado por Cláudio Gonçalves, comunicador e empreendedor que transformou um projeto nascido no ambiente digital em um programa com lugar cativo na televisão aberta do Sul do país. Ao integrar a grade da TV Mais, com atuação no Rio Grande do Sul e expansão para Santa Catarina, o programa consolida um passo estratégico numa jornada que começou com câmera, microfone e intenção clara: contar histórias reais que inspiram ação.

Desde o início, o Arte de Vencer se posicionou como um conteúdo de profundidade, centrado em trajetórias de sucesso, mentalidade vencedora e desenvolvimento pessoal e profissional. A construção de relevância nas plataformas digitais, especialmente no YouTube e nas redes sociais, foi o primeiro sinal de que existia ali mais do que um podcast: havia um formato multiplataforma em potencial. Antes de chegar à TV Mais, o programa já havia estreado na TV por meio de parcerias com emissoras que apostaram em seu conteúdo, como a YpêTV, construindo, degrau a degrau, sua presença no meio televisivo.

A estreia na TV Mais, no dia 10 de janeiro, com exibição semanal aos sábados, às 20h30, marca um ponto de virada na estratégia do projeto. A partir dessa nova janela, o Arte de Vencer passa a dialogar diretamente com o público da televisão aberta, sem abandonar sua base original no digital. Mais do que mudar de tela, o programa amplia o alcance de suas conversas, aproximando conteúdo autoral de uma audiência que muitas vezes ainda não acompanha podcasts pelas plataformas tradicionais de streaming.

Cláudio Gonçalves

Essa expansão ganha ainda mais relevância quando se observa o mapa de alcance da TV Mais. Além do Rio Grande do Sul, a presença da emissora na operadora Contato Play leva o programa a dezenas de municípios de Santa Catarina, entre eles Criciúma, Tubarão, Garopaba, Imbituba, Araranguá e Balneário Rincão, com transmissão que também pode ser acessada de qualquer lugar do mundo pelo site oficial e pelo aplicativo próprio do canal. Na prática, um projeto que nasceu digital passa a ocupar, com consistência, o território da TV regional com vocação de rede.

Para Cláudio Gonçalves, a chegada à televisão não é um acidente de percurso, mas uma consequência lógica da visão com que o Arte de Vencer foi concebido. O programa nasceu no digital, mas sempre foi pensado como conteúdo atemporal, profundo e acessível, capaz de se adaptar a diferentes telas sem perder a essência. Ao chegar à TV Mais, o podcast amplia o alcance das histórias que conta e reforça seu compromisso com um público que busca, ao mesmo tempo, inspiração, repertório e exemplos práticos de superação, liderança e construção de resultados.

No estúdio, passam empresários, líderes, comunicadores e profissionais de diferentes áreas, sempre com foco em experiências reais, aprendizados aplicáveis e narrativas que dialogam com o momento atual do país. Esse recorte acompanha uma tendência evidente do mercado: o crescimento de formatos híbridos que unem áudio, vídeo e exibição multiplataforma, aproximando a linguagem de podcast da lógica de programa de TV. Quando um conteúdo consegue fazer esse trânsito sem se descaracterizar, ele deixa de ser apenas um produto e passa a ser um ativo de marca.

Estudos recentes sobre consumo de áudio digital colocam o Brasil entre os maiores públicos de podcasts do mundo, e projetos que conseguem atravessar as fronteiras do digital e ocupar espaço na TV aberta ganham uma camada extra de relevância. Eles passam a atender públicos distintos, o espectador clássico da TV e o usuário heavy user das redes, sem abrir mão da identidade editorial. Nesse contexto, o Arte de Vencer se posiciona como um caso concreto de como conteúdos autorais, com clareza de proposta e consistência de entrega, podem escalar quando há estratégia de distribuição e entendimento de jornada de audiência.

A presença na TV não substitui, mas complementa o ecossistema do projeto. Os episódios seguem disponíveis nas plataformas digitais, reforçando a natureza multiplataforma do Arte de Vencer e permitindo que o conteúdo seja consumido no tempo e no formato que o público preferir. Para quem quer acompanhar novidades, bastidores e chamadas de novos programas, os canais oficiais seguem como ponto de contato permanente: o Instagram da emissora TV Mais e os perfis do próprio podcast mantêm vivo o diálogo com a comunidade construída ao longo do tempo. O resultado é um movimento que aponta para o futuro: quando o digital encontra a TV, quem ganha é a narrativa, e, principalmente, o público.

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