A obesidade é uma doença crônica que afeta milhões de pessoas, causando outros sérios problemas de saúde. Dados do relatório “Estatísticas da Saúde Mundial de 2021” revelaram que 22% dos brasileiros sofrem com a obesidade, mas o número tem aumentado com o passar dos anos. Uma pesquisa feita pelos cientistas do King’s College London pode ajudar no tratamento.

“Ao identificar esses genes em uma criança, podemos direcioná-la a uma alimentação mais saudável desde o início da vida, evitando a obesidade”, disse o médico
A obesidade significa que há um acúmulo excessivo de gordura corporal na pessoa. Enquanto muitos acreditam que a doença tenha a ver apenas com alimentação, isso está longe de ser verdade. Inclusive, uma pesquisa inglesa feita recentemente identificou 74 regiões do genoma ligadas à obesidade.

Dr. Leonardo Fiuza fez residência em Cirurgia Geral, Cirurgia Geral Avançada e Trauma, com especialização em emagrecimento saudável e Envelhecimento Saudável
Esse tipo de descoberta pode ajudar a melhorar o tratamento contra a doença, criando uma abordagem diferente para cada perfil genético, gerando um tratamento mais assertivo para o controle do peso. “Esses estudos podem guiar novos tratamentos ligados à modulação genética no longo prazo e no curto prazo podemos realmente identificar precocemente pacientes que têm essa disposição genética”, explicou Dr. Leonardo Fiuza, que atua na Clínica Wissence, sediada em Jundiaí-SP.

O estudo foi publicado em fevereiro no site da publicação científica MPDI
Além de ajudar a criar um tratamento ainda melhor para quem luta contra o excesso de peso, o médico afirma que a pesquisa também pode criar métodos de prevenção contra a doença para aquelas pessoas que tiverem o genoma, ou seja, tiverem pré-disposição a obesidade. “Com o mapeamento genético podemos identificar mais precocemente pessoas que têm uma tendência à obesidade e iniciar tratamentos clínicos e medicamentosos antes mesmo que o paciente desenvolva a obesidade”, concluiu Dr. Leonardo.