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Analice Nicolau
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Sua foto na lua: Wanderley Abreu Jr, responsável por diversos projetos com a NASA, lança a primeira missão Luna Brasileira

Grupo de cientistas e empreendedores apostam na iniciativa Brasil 200 que pode levar sua foto, por meio de NFT, até a lua

Analice Nicolau

01/09/2022 13h00

Wanderley Abreu Jr, CEO da Storm Security, e que ficou conhecido como o “hacker que invadiu a NASA”, é hoje um dos principais responsáveis pela primeira missão Luna Brasileira

Já imaginou chegar ou levar alguém que você ama até a lua? Parece até mágica, mas agora é possível por meio da tecnologia. A Brasil 200, que leva esse nome para homenagear os 200 anos de independência do Brasil, é a primeira missão Luna Brasileira.

Você na lua: a primeira missão Luna Brasileira proporciona, por meio de NFTs, a oportunidade de registrar uma foto sua na lua

A iniciativa proporciona, nada menos que a oportunidade de ter na lua a sua foto ou a foto de alguém que você deseja homenagear. Isso é possível por meio de NFT’s, em tradução para o português, NFT significa Token Não Fungível, ou seja, é um tipo especial de token criptográfico que representa algo único.


Até então muitas pessoas os viam apenas como arte digital ou memes que são vendidos digitalmente, mas os NFTs trazem possibilidades que vão muito além do que vemos superficialmente. Este novo segmento que se abriu dentro da criptoeconomia tem se mostrado extremamente promissor, não à toa foi avaliado em U$ 15,7 bilhões em 2021 e espera-se atingir U$ 122,4 bi até 2028, segundo a SkyQuest Technology.

Rodrigo Soeiro, CEO da Monnos, reforça o propósito de iniciativas como a Brasil 200


A Brasil 200 foi idealizada por Wanderley Abreu Jr, que tem diversos projetos com a NASA, juntamente a um grupo de empresários do ramo de tecnologia. Quem adquirir a NFT vai poder, por meio de um link ver sua foto na lua. A primeira missão Luna Brasileira é possível graças aos Acordos Ártemis – uma parceria com a NASA para criar um ambiente seguro e transparente, o qual facilita a exploração, a ciência e as atividades comerciais na Lua. Em parceria com a Monnos, uma exchange brasileira que acaba de lançar sua plataforma de NFTs, será lançada a coleção “Digital Brazilian Flag”, na qual mil pessoas que comprarem uma das artes digitais poderão ter sua foto dentro de uma composição da bandeira Nacional que será armazenado em um servidor na Lua. Além da arte, as pessoas – que viabilizarão todo o projeto – obterão outros benefícios da iniciativa.


São iniciativas como essas que, segundo Rodrigo Soeiro, CEO da Monnos, a diferencia no mercado global: “Todas nossas coleções de NFTs terão benefícios ou utilities. Ou seja, não será apenas arte, mas algo com valor embarcado, como propósito, filantropia e outros. Acreditamos que assim as pessoas podem participar e tangibilizar melhor esta disrupção”, discursa.


Brasil nas alturas
Para Lucas Fonseca, da Airvantis, empresa brasileira pioneira em logística espacial, iniciativas como essa colocam o Brasil em destaque. “Encontrar meios de colocar o Brasil na rota da economia espacial através das atividades lunares, garante um lugar de destaque para o país em uma economia que irá crescer de forma inimaginável para os próximos anos. O Brasil precisa escolher se quer ser protagonista ou um mero espectador da nova economia que vai surgir ao redor das atividades da Missão Artemis, e nós do Brasil200 já escolhemos onde queremos nos posicionar”, afirma.

Wanderley Abreu Jr, CEO da Storm Security, e que ficou conhecido como o “hacker que invadiu a NASA”, é hoje um dos principais responsáveis pela primeira missão Luna Brasileira


Wanderley Abreu Jr, CEO da Storm Group, reforça a importância da Brasil 200 “É um grande passo na conquista do espaço pelo ser humano. Vamos estabelecer uma base na Lua. Isso é inédito e incrível. O Brasil não poderia ficar de fora e me sinto honrado em participar deste projeto”, se emociona.
É válido lembrar que as NFTs já começaram a ser vendidas e a previsão é que o foguete chegue à Lua em novembro.

Mais sobre a Brasil 200
A Missão Lunar Brasil 200 foi concebida para auxiliar a participação brasileira nos acordos Artemis da NASA. O projeto dará início as atividades de exploração lunar do Brasil pela iniciativa privada, instituições acadêmicas e sociedade civil.
O Brasil 200 é formado por om consórcio de empresas (Airvantis, Seldor Capital e Storm Group) e capitaneada pelo Instituto Garatéa. A iniciativa será responsável pelo envio do primeiro experimento científico brasileiro à Lua.

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