A cantora Simony revelou recentemente, durante o programa A Tarde é Sua, da Rede TV!, que após receber seu diagnóstico de câncer de intestino, muitos amigos se afastaram.
Segundo ela, muitos amigos não a procuraram, já outras pessoas, com quem não tinha tanto contato, foram gentis e demonstraram apoio num momento tão delicado.

“Eu acho muito legal quando alguém te manda uma mensagem de carinho, quando você não tem esse vínculo, essa amizade. Porque tem muitos amigos, por exemplo, quando eu fiquei doente que nem me mandaram mensagem. E pessoas que às vezes eu não conhecia e me mandaram mensagem, isso é muito incrível”, declarou Simony.
De acordo com o psicólogo Alexander Bez, especialista em ansiedade e Síndrome do Pânico, quando estamos com qualquer alteração patológica do corpo é aí, mais do que nunca, que precisamos de pessoas do nosso círculo pessoal e/ou íntimo perto de nós.
“Psicologicamente podemos traçar as 6 principais hipóteses diagnósticas para essas condutas de afastamento”, declarou o especialista.
Confira:
1. Manifestações Psicopáticas
As manifestações psicopáticas se desenvolvem em especial por um afastamento sumário. “Não há explicação, não há especulações – em relação à problemática da pessoa –, não há mais ligações e nem sequer preocupações. Já que psicopatas não interagem verdadeiramente.”, explica Bez.

2. Falso Amigo
O ‘falso amigo’ já é uma expressão psicológica autêntica, não muito utilizada no Brasil, mas amplamente utilizada nos EUA. O psicólogo afirma que o falso amigo revela essa sua condição de falsidade logo quando a outra parte precisa e/ou necessita de alguma ajuda, auxílio ou quaisquer outras necessidades.
“Isso se dá, principalmente, porque as perspectivas e/ou conjecturas que ‘mantinham a suposta amizade em dia’ não se efetivaram mais, porque o interesse nessa amizade já não está mais presente, assim, não precisando mais mantê-la. Nesses casos, há migração dessa amizade para uma outra que poderá trazer o benefício não adquirida nessa amizade.”, expõe.
3. Medo de doença
Diferentemente das duas questões anteriores, o medo de doença, seja ela qualquer doença, se dá por meio de uma projeção negativa. “A pessoa vê a pessoa enforma, a condição que ela não quer para si mesma e se afasta numa tentativa de evitar essa situação”, sinaliza ele.

4. Falta de Condições Emocionais
“Muitas pessoas realmente não têm condições emocionais em acompanhar e/ou ver seus amigos(as) enfermos. Não há projeções nem associações inconscientes presentes, mas sim uma fragilidade em lidar com essas questões”, comenta Alexander.
5. Perdas anteriores
As perdas anteriores estão associadas a não querer de novo passar por uma eventual situação de perda novamente, ressalta o especialista. “Aqui entra o mecanismo de associação livre, onde a transferência pode ser responsável por esse afastamento. Não cabe julgamentos de certo e errado. A pessoa lembra das perdas anteriores e se afasta do amigo e/ou até mesmo do parente para não ter que viver a doença, simultaneamente”.

6. A preocupação com o sentimento do paciente
A preocupação com o sentimento do paciente é justamente contrária do que a preocupação com a doença. “Quer dizer, o(a) amigo(a), se preocupa com as próprias preocupações da pessoa que está enferma. Se afastando assim também, para não acarretar essa outra preocupação psicológica para esse(a) que está já enfermo”, finaliza ele.