O câncer tem desafiado a sociedade moderna mundial com seu aumento progressivo em função da ampliação no número de casos e da longevidade da humanidade. A doença está relacionada ao envelhecimento das populações.
Nesse sentido, o Instituto Nacional do Câncer (INCA), que promove publicações acerca da doença a cada três anos, recentemente divulgou novos dados epidemiológicos, em nível nacional.

Novos dados epidemiológicos são importantes para entendermos o crescimento do câncer em nosso país
Conforme os índices apresentados com expectativas para 2023, houve um aumento global de 12% de todos os cânceres que acometem os brasileiros (625 mil novos casos por ano (em 2020) para 704 mil (em 2023).
“Estes novos dados epidemiológicos são importantes para entendermos o crescimento do câncer em nosso país e montar as estratégias governamentais e de assistência médica para a prevenção e tratamento adequados aos pacientes, além de dimensionar os recursos para o atendimento da população brasileira”, comenta o Ph.D. e mestre em oncologia, Dr. Wesley Pereira Andrade.

Dr. Wesley Pereira Andrade
A neoplasia mais comum apontada pela pesquisa é o câncer de pele, não melanoma, embora este apresente baixo impacto em mortalidade. Já o segundo com maior incidência é o câncer de mama, considerado o mais preocupante no Brasil.
“O câncer de mama teve sua incidência estimada em 66 mil novos casos para 2020. Já para 2023 as estimativas atuais demonstram um número na casa de 73 mil novos casos, aumento de 12%”, comenta Wesley.
Em terceiro lugar está o câncer de próstata, com cerca de 71 mil novos casos, seguido do câncer de intestino com 45 mil novos casos e, por último, o câncer de pulmão com 35 mil novos casos.

Para 2023 as estimativas demonstram um número na casa de 73 mil novos casos de câncer de mama no Brasil
“Estes novos dados epidemiológicos são importantes para entendermos o crescimento do câncer em nosso país e defender as estratégias governamentais e de assistência médica para a prevenção e tratamento adequados aos pacientes, além de dimensionar os recursos para o atendimento da população brasileira”, finaliza o médico.