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Analice Nicolau
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Saúde: Conheça os seis exames que podem te salvar do infarto agudo do miocárdio

Dr. Roberto Yano, médico cardiologista, explica quais são e a importância de cada um deles

Analice Nicolau

30/12/2021 14h00

Dr. Roberto Yano, médico cardiologista, explica quais são e a importância de cada um deles

A doença que mais mata no mundo é o infarto agudo do miocárdio. No Brasil, anualmente 350 mil pessoas morrem de doenças cardiovasculares, o que representa 29% dos óbitos.

Mas a doença pode ser prevenida através da realização de diversos exames como explica o Dr. Roberto Yono, médico cardiologista e especialista em Estimulação Cardíaca Artificial pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular e Associação Médica Brasileira (AMB).

O primeiro é o teste ergométrico, que é monitorizado através do eletrocardiograma, e são feitas medidas de pressão arterial a cada 2 ou 3 minutos de esforço. Esse exame analisa como o paciente reage ao esforço físico, se tem alguma alteração eletrocardiográfica esforço induzida ou se o paciente sente dor no peito durante o esforço. De acordo com Yano, ao realizar o teste ergométrico, podem aparecer alterações no eletrocardiograma que sugerem que uma artéria do coração pode estar entupida.

O segundo exame apresentado pelo médico é o ecocardiograma com estresse pode detectar sofrimento do coração, o que significa que há obstrução arterial coronariana. Trata-se de um exame de ultrassom que possibilita visualizar a contração do órgão em repouso e após teste de esforço máximo. Em pacientes com as coronárias entupidas, durante o esforço, o coração passa a bater com menos eficiência que no repouso, o que revela um coração potencialmente doente.

“A cintilografia miocárdica é como se fosse uma tomografia do ventrículo esquerdo. Pode ser realizado conjuntamente com o teste ergométrico, ou simulado um esforço físico através de medicamentos. Nesse exame é injetado um radioisótopo que emite radiação ao tomógrafo e dessa maneira o médico pode identificar alterações que sugerem isquemia, ou seja, artéria coronária obstruída”, explica o médico cardiologista Roberto Yano sobre o terceiro exame que detecta a coronariopatia.

Outro exame que vem sendo cada vez mais utilizado é a angiotomografia de coronárias: “essa tomografia avalia anatomicamente as artérias do coração, portanto é possível identificar com muita eficácia se há alguma obstrução nas coronárias. Além disso, existe a vantagem de ser um exame não invasivo, apesar de ocorrer a necessidade do uso de contraste”, constata Roberto Yano.

Mais um exame importante é a ressonância magnética cardíaca com estresse, embora seja menos solicitado, devido ao custo e já que na maioria das vezes é possível realizar o diagnóstico com os outros exames anteriormente descritos. Durante a ressonância é injetado um medicamento que simula o exercício físico e obtém-se imagens que podem sugerir se há alguma coronária obstruída.

E para concluir, segundo o médico cardiologista Roberto Yano, caso nenhum desses exames conseguirem diagnosticar doença das coronárias ou se algum desses exames sugerir que realmente há uma artéria entupida, será necessário realizar o cateterismo cardíaco. Este é um exame de imagem capaz de detectar de forma eficaz artéria entupida do coração. É considerado o exame “padrão ouro”. Entretanto, por ser um exame invasivo e que necessita de contraste, a solicitação desse exame é feita somente em casos de suspeita forte de doença coronariana.

Dr. Roberto Yano é ativo em suas redes sociais alertando sobre os cuidados com o coração, somando mais de um milhão de admiradores entre seu Facebook, Instagram (@dr.yano) e Youtube (youtube.com/ DrRobertoYanooficial).

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