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Analice Nicolau
Analice Nicolau

Samanta Quadrado protagoniza inclusão na Zero Project 2026 em Viena

Colunista Analice Nicolau

25/02/2026 10h39

Bancada da Onu Samanta Quadrado, Fabiana Duarte Ventura e Bruna Amaral

De autodefensoras brasileiras à institucionalização global: inclusão como direito estrutural

Em pleno coração da Europa, Viena pulsou com energia transformadora entre 18 e 20 de fevereiro de 2026: a Zero Project Conference 2026, sediada no “Vienna International Centre” da ONU, reuniu mais de 1.400 participantes de cerca de 100 países. Foco? Acessibilidade, tecnologias de informação e comunicação (ICT) e respostas inclusivas a crises, temas que saíram dos debates teóricos para demandar ações concretas baseadas na Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (CRPD), ratificada pelo Brasil em 2008 e incorporada à Constituição como emenda de revisão constitucional.

Não eram só discursos, a conferência premiou soluções inovadoras do Zero Project Award 2026, anunciadas em dezembro de 2025 no Dia Internacional das Pessoas com Deficiência. Tecnologias assistivas integradas a serviços públicos, reformas arquitetônicas pelo design universal, festivais culturais multissensoriais e respostas a emergências, tudo validado pelo Comitê de Revisão, que analisou práticas globais escaláveis. O recado? Direitos não ficam no papel: viram políticas públicas efetivas, com protagonismo de quem vive as barreiras.

E o Brasil brilhou no centro disso tudo. Fabiana Duarte de Sousa Ventura, psicóloga, pedagoga e fundadora do Instituto Simbora Gente (SP), integrou o Comitê de Revisão, validando inovações que beneficiam PCDs e neurodivergentes. Há 14 anos à frente da instituição, Fabiana mobiliza famílias e sociedade para autonomia e convivência diversa, alinhando-se à missão de empoderamento que ecoa no Novo Viver Sem Limite, plano nacional do MDHC com adesões em estados como Bahia e Pernambuco.

Samanta Quadrado na Onu em Viena

Ao lado dela, as autodefensoras Samanta Quadrado e Bruna Jacinto do Amaral (jovem ativista) personificaram o lema “Nada sobre nós sem nós”. Elas injetaram experiência vivida nos painéis, reforçando que a autodefensoria, PCDs defendendo seus direitos, é chave para políticas eficazes. Samanta, atriz e palestrante, une arte e militância: ocupa palcos para desafiar capacitismo, participa de formações internacionais e propõe mudanças em debates públicos. Sua presença em Viena não foi simbólica, foi estratégica, provando que protagonismo individual pavimenta autonomia coletiva.

Samanta Quadrado não é novata nesses espaços. Sua bio revela uma trajetória de coragem: desde cedo, transformou vivências em posicionamento público, defendendo inclusão com firmeza e sensibilidade. Como atriz, amplia representações autênticas; como autodefensora, lidera mudanças que impactam vidas reais. Participações em grupos de estudo, eventos nacionais e globais como a Zero Project reforçam seu compromisso: mais que ocupar, ela constrói redes, atrai recursos e institucionaliza práticas. “Ser atriz é arte; ser autodefensora é compromisso eterno”, resume sua essência.

Entrada Bandeiras – Samanta Quadrado

A conferência debateu visibilidade versus impacto: prêmios abrem portas e redes, mas inclusão verdadeira exige compromisso institucional permanente, não ações pontuais. Exemplos globais inspiram: respostas inclusivas em crises, como ICT acessível em desastres, espaços culturais para todos os sentidos e liderança PCD em inovações. Para nós, brasileiros, o timing é perfeito. Com 81 milhões endividados (SPC 2026) e barreiras urbanas persistentes, precisamos escalar o Novo Viver Sem Limite: R$15,6M em apoio universitário, salas multissensoriais em aeroportos e núcleos paradesporto.

Entrada da Bandeira

O chamado da Zero Project é nítido: avanço da inspiração à institucionalização. Transforma inovação em padrão público. No Brasil, figuras como Samanta, Fabiana e Bruna mostram o mapa: ocupem seus espaços, proponham reformas e liderem mudanças. Inclusão não é favor ou exceção, é estrutura de direitos fundamentais.

Brasileiras na ONU nos lembram que, o futuro inclusivo começa com vozes como as delas. Estamos prontos para ouvir e agir?

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