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Analice Nicolau
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Saiba o que especialistas dizem sobre os efeitos de cortar o glúten da alimentação!

Nutricionista do São Cristóvão Saúde comenta sobre o consumo da proteína e em quais casos sua ingestão não é recomendada

Analice Nicolau

21/11/2022 17h00


É cada vez mais comum encontrarmos produtos com a bandeira #glutenfree em prateleiras e mercados. Nas últimas duas décadas, o glúten, presente em ingredientes como o trigo, centeio e a cevada, tem sido objeto de repulsa por parte de best sellers e influenciadores. Eles defendem que o consumo de alimentos sem essa proteína, que eleva a qualidade de receitas de pães, massas e bolos, contribui para uma vida mais saudável. O que diz a ciência sobre isso?

De acordo com a Federação Nacional das Associações de Celíacos do Brasil (Fenacelbra), o número de pessoas que exclui o glúten da dieta é muito maior do que o número de intolerantes e celíacos. Isso ocorre, possivelmente, em razão de um terceiro grupo de pessoas, que acreditam na relação entre o corte dessa proteína e emagrecimento e melhoria da saúde. Porém, segundo a Coordenadora de Gastronomia e Nutrição do São Cristóvão Saúde, Cintya Bassi, não há estudos conclusivos que confirmem essa hipótese, “mas é possível sim, emagrecer com a exclusão do glúten da dieta, não porque ele seja vilão, mas sim porque está presente em alimentos calóricos e frequentemente consumidos com pouco equilíbrio”, sinaliza a especialista. Como destaque, alimentos processados e fontes de carboidratos, que levam ao ganho de peso, possuem o composto.

Cintya Bassi

Para entender melhor as questões de intolerância e contra indicações, a coordenadora de nutrição esclarece: “Existem os portadores da doença celíaca, que representam aproximadamente 1,4% da população mundial, nos quais desencadeiam-se reações no sistema imunológico quando o intestino entra em contato com a proteína. Além deles, há os indivíduos que são intolerantes ao glúten, uma condição mais leve, mas que está relacionada a desconfortos como inchaço, diarreia, constipação, dores abdominais, fezes com odor forte e dores de cabeça – que também se beneficiam da exclusão”.

Outra diferença é que, aos alérgicos, além de passar longe de alimentos com glúten, precisam ter atenção aos cosméticos que contém essa proteína em sua fórmula, pois podem trazer efeitos nocivos ao organismo de quem possui sensibilidade ao componente.

Orientação

A nutricionista destaca a importância do acompanhamento profissional, para quem necessite ou queira abolir o glúten, de forma a manter a dieta equilibrada e evitar deficiência de nutrientes. Isoladamente, o componente não traz benefícios, mas o indivíduo pode sofrer com a falta dos nutrientes dos alimentos nos quais o glúten esteja presente. 

Nas últimas duas décadas, o glúten, tem sido objeto de repulsa por parte de best sellers e influenciadores

“A exclusão inclui, por exemplo, os cereais integrais, que são importantes fontes de fibras e outros nutrientes, que são associados a manutenção do peso, redução do colesterol e prevenção de câncer de intestino. Para substituir o glúten, outras farinhas podem ser utilizadas nas preparações, como farinha de arroz, polvilho doce e azedo, farinha de milho, mandioca, trigo-sarraceno e tapioca para uma mudança saudável”, explica Bassi.

Ou seja, não existe um único vilão ou nutriente que consiga mudar sua saúde de um dia para o outro. Lembre-se de que tudo que se come em excesso sobrecarrega o corpo. Como a cultura ocidental é rica na diversidade de pães e bolos, o segredo é manter uma refeição balanceada, alternando o consumo com outros alimentos. Cuidar de sua saúde inclui acompanhamentos periódicos junto a um time de profissionais qualificados.

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