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Analice Nicolau
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Relacionamentos ‘sugar’ ainda preservam o cavalheirismo, segundo diretor da plataforma MeuPatrocínio

Apesar de priorizarem a independência em diversos sentidos, encontrar um homem que abra a porta do carro e seja gentil também é o sonho de grande parte do público feminino

Analice Nicolau

30/05/2022 15h00

Apesar de priorizarem a independência em diversos sentidos, encontrar um homem que abra a porta do carro e seja gentil também é o sonho de grande parte do público feminino

Atualmente, os relacionamentos se encontram polarizados: ou viram dancinhas no TikTok ou textões no Instagram. Mais do que concretizar um momento romântico, o que muitos esperam dessa exposição é apenas muitos likes e comentários dos seguidores.

Com a chegada da internet, fica o questionamento: será que o cavalheirismo morreu com as mídias sociais? Aonde está o cavalheirismo desta nova geração? Abrir a porta do carro, enviar flores, fazer surpresas ou levar para jantar em um restaurante especial virou realmente piegas?

De acordo com o estudo da Oxford Internet Institute, o número de usuários em sites de relacionamentos cresceu mundialmente 500% nos últimos dez anos

Caio Bittencourt, diretor de comunicação da plataforma MeuPatrocínio, arrisca a dizer que, nos relacionamentos “sugar”, onde homens maduros e bem-sucedidos buscam parceiras jovens e bonitas que desejam ter os seus sonhos patrocinados, estão os “últimos românticos”. Isso porque, segundo ele, quem nasceu nos anos 1980 teve uma educação diferenciada.

“Ainda ouvíamos aquelas histórias dos nossos pais dizendo que não puderam se encontrar ou se desencontraram porque não tinha um orelhão para avisar. Ou seja, alguém levou ‘um bolo’, ou seria ‘um balão’? As relações evoluíram, os caminhos foram encurtados, viva a tecnologia que, de fato, tem ajudado muita gente a encontrar sua cara metade. Mas, e aí? O romantismo acompanhou a evolução tecnológica?”, instiga Caio.

De acordo com o estudo da Oxford Internet Institute, o número de usuários em sites de relacionamentos cresceu mundialmente 500% nos últimos dez anos. E, com a pandemia, os números subiram ainda mais, tanto que o Brasil é o segundo maior nicho desse tipo de site desde 2015, com o lançamento do MeuPatrocínio no país.

Por isso, se a mulher ainda sonha com alguém que mande e-mails apaixonantes, presentes “de surpresa” ou a faça se sentir única, é válido saber que ainda existem uns últimos românticos por aí. E alguns deles, certamente, estão no relacionamento “sugar”.

Hoje, os termos “sugar daddy”, “sugar baby” e afins estão cada vez mais alinhados ao cotidiano dos brasileiros, seja pela inscrição em aplicativos, pela convivência com o estilo de relacionamento em produções de TV ou pela apropriação dessa forma de se relacionar na cultura do Brasil.

Para Bittencourt, é fácil entender o porquê de os “sugar daddies” serem uns dos poucos homens cavalheiros que ainda sobrevivem nesta era cibernética. Segundo o empresário, “Eles são homens de em média entre 35 a 50 anos, muito generosos, bem-sucedidos financeiramente, que já acumularam experiências de vida que os tornaram maduros, querendo um relacionamento sem drama, onde desde o início os interesses de ambos são igualados, ou seja, desde o primeiro momento a transparência existe”.

E acrescenta: “Querem algo leve e sentem-se honrados em propiciar momentos românticos, que vão deixar ambos com gostinho de quero mais”.

Hoje, os termos “sugar daddy”, “sugar baby” e afins estão cada vez mais alinhados ao cotidiano dos brasileiros, seja pela inscrição em aplicativos, pela convivência com o estilo de relacionamento em produções de TV ou pela apropriação dessa forma de se relacionar na cultura do Brasil.

Portanto, é claro que não podemos generalizar quanto à modernidade e ao término do romantismo, mas, acompanhando alguns casais no YouTube e outras redes sociais, podemos ver o quanto namorados e noivos não se importam em expor seu melhor e seu pior em troca de seguidores, comentários e curtidas.

Por isso, se a mulher ainda sonha com alguém que mande e-mails apaixonantes, presentes “de surpresa” ou a faça se sentir única, é válido saber que ainda existem uns últimos românticos por aí. E alguns deles, certamente, estão no relacionamento “sugar”.

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