Mario Lopes, Psicanalista Pós-Graduado em Neurociências e Terapeuta Integrativa explica porque precisamos enxergar “Janeiro Branco” como alerta
A virada do ano ilumina o Janeiro Branco, campanha essencial para a saúde mental que nos força à introspecção profunda em uma sociedade completamente presa ao piloto automático. Somos todos filhos da modernidade acelerada: escravos de rotinas extenuantes e exaustivas, pressionados por uma cultura obcecada por performance incessante e bombardeados por demandas intermináveis que literalmente esgotam nossa energia vital e nossa alma.
No Brasil, a crise de saúde mental explode em números alarmantes: foram 470 mil afastamentos por transtornos mentais só em 2024, o maior índice desde 2014 segundo o Ministério da Previdência; ansiedade afeta cerca de 18 milhões de pessoas (9,3% da população adulta); suicídios chegam a 13 mil casos anualmente, sendo a terceira causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos; O burnout atinge 30% dos trabalhadores brasileiros, colocando o país em segundo lugar no ranking mundial, conforme Fiocruz e Anamt.
Mario Lopes, psicanalista pós-graduado em Neurociências e Psicologia Aplicada, Mestre em PNL pelo IBC e terapeuta integrativo com mais de 20 anos de prática clínica, afirma com autoridade: “A força transformadora reside na nossa ótica única e no poder soberano de escolha, é hora de deixar de ser mero instrumento nas mãos das mãos externas e assumir integralmente a autoria da própria paz interior”. Não temos o poder isolado de reformular o mercado de trabalho global ou frear o ritmo frenético da sociedade moderna, mas dominamos completamente nossa perspectiva interna com soberania absoluta.

Inspirado na sabedoria milenar de Buda, ele nos ensinou uma lição cristalina e transformadora: a dor é completa na existência humana, mas o sofrimento é opcional, nascido do apego excessivo e das reações impulsivas e descontroladas aos acontecimentos imprevisíveis da vida. “Você não controla a tempestade que ruge violentamente lá fora, mas pode dominar integralmente o seu barco interior”, declara Mário Lopes como convite definitivo para este Janeiro Branco.
Se o mundo externo resiste teimosamente à mudança, nossa única salvação reside em reformular radicalmente o modo como optamos por habitá-lo, cultivando desejos nobres, claros e desapegos conscientes. Vivemos imersos no piloto automático cotidiano: respondendo e-mails urgentes sem parar, trocando emojis incessantes no WhatsApp, devorando vídeos curtos viciantes no TikTok e Reels intermináveis no Instagram, correndo atrás de prazos impossíveis e validações sociais efêmeras que criam apenas uma ilusão falsa de produtividade, mas corroem especialmente os jovens, os mais vulneráveis a essa lógica desumana das redes sociais.

A Fiocruz aponta que 70% dos profissionais urbanos relatam sintomas graves de burnout, com mulheres e jovens até 24 anos liderando as estatísticas mais alarmantes. As relações afetivas fragmentam-se completamente: o urgente e muitas vezes fútil suplanta o essencial, gerando isolamento profundo e depressão quando os laços familiares e de amizade definem por falta de tempo e atenção genuína.
A tirania absoluta da dedicação total ao trabalho transforma o altar corporativo em um verdadeiro túmulo pessoal, anulando completamente a complexidade humana em prol de fontes vazias e sem alma, drenando todas as reservas de energia vital do indivíduo. As distrações digitais funcionam como um refúgio covarde e constante ante o desconforto natural do silêncio ou do tédio necessário, sabotando o processamento mental essencial e perpetuando um ciclo vicioso de inquietação crônica e exaustão mental. O que realmente importa; família, amigos verdadeiros, momentos de calma restauradora, torna-se um luxo inalcançável quando o fútil e superficial reina supremo em nossas vidas.
Mario trás uma forma única de fazer com que a população possa ativamente cuidar de si mesmo em momentos desafiadores. Imagine agora: sua saúde mental no Janeiro Branco se desenvolve dia após dia com escolhas simples, poderosas e acessíveis para controle real de ansiedade e prevenção efetiva de burnout. Comece hoje definindo limites reais e inflexíveis, desligue todas as notificações invasoras, aprenda a dizer não ao excesso de demandas, proteja seu tempo como o tesouro mais precioso que possui. Inspire-se profundamente na sabedoria de Buda: solte o apego aos resultados efêmeros e foque no que realmente nutre e fortalece sua alma, como caminhadas leves ao ar livre, conversas profundas e autênticas com quem você ama de verdade e momentos deliberados de silêncio que recarregam completamente sua energia interior.
Você não é vítima passiva do caos moderno; é o capitão soberano que escolhe conscientemente o rumo da própria vida. Que tal começar essa revolução pessoal transformadora bem agora? Sua paz mental vai agradecer profundamente cada passo consciente que você der.