Originado no sul de Minas Gerais no século XVIII, o Mangalarga Marchador nasceu do cruzamento entre cavalos Alter Real e éguas da região de Caxambu e Cruzília.
Criado para o trabalho no campo, destaca-se pela resistência, docilidade e maciez da marcha.

Atualmente, o Mangalarga Marchador vive fase de expansão. O plantel nacional ultrapassa 700 mil animais registrados, segundo a Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador (ABCCMM). São mais de 26 mil criadores ativos em todo o país, com destaque para Minas Gerais, Bahia, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo, além de presença crescente no Norte e Centro-Oeste.
O crescimento se reflete também na estrutura do setor. Exposições, provas funcionais, feiras agropecuárias e leilões movimentam uma cadeia que inclui genética, treinamento, nutrição, turismo rural e comércio especializado. Só a Exposição Nacional, em Belo Horizonte, reúne mais de 1,5 mil animais e atrai milhares de visitantes todos os anos.
Ex-presidente da ABCCMM (2016-2021), o criador Daniel Siriema destaca o valor histórico e econômico do Marchador. “Mais do que um cavalo, o Mangalarga Marchador é um legado cultural. É um animal completo, que atende tanto o criador tradicional quanto o novo público do esporte e do lazer”, diz.
Com prestígio em alta também no exterior, a raça já tem núcleos de criadores nos Estados Unidos e na Europa, onde a marcha batida e a marcha picada despertam interesse. “Nosso cavalo é de sela, cavalgadas, provas esportivas. O futuro da raça depende do nosso compromisso em manter a qualidade, investir em genética e ampliar a visibilidade do Marchador como cavalo de valor econômico e cultural”, conclui Siriema.