A matéria da revista Vogue deste mês traz a cantora Preta Gil na capa e em entrevista. Cantora e empresária refletiu sobre o seu amadurecimento, os seus vinte anos de carreira e sobre como foi o processo do seu letramento racial.

O ensaio da capa para a versão digital da edição foi realizado por uma equipe majoritariamente feminina e preta, livre de edições. Um dos pedidos de Preta foi para ser retratada de forma natural com as suas dobras, estrias e marcas. “A Preta Gil envelheceu, o que é muito natural. Não encaretei, ao contrário, tenho a mesma paixão pela vida. Encaretar é parar no tempo e neste sentido eu sou bem Raul Seixas: uma metamorfose ambulante”, diz a cantora.
No papo com a jornalista Claudia Lima, a cantora relembrou o lançamento do seu álbum de estreia, o Prêt-à-Porter, que foi lançado em 2003 e trouxe para debate diversas questões importantes e inéditas para época, marcando o início da trajetória do nome Preta Gil no mundo da música.
“Aquela capa foi tratada com sensacionalismo desde o início, não houve lugar para reflexão. Chocou muito as pessoas. Para mim, era natural mostrar quem eu era, mas hoje vejo que foi uma ingenuidade. O Brasil daquele momento não estava preparado para uma mulher preta, gorda, que se assumia bissexual e falava abertamente sobre isso”, reflete.

Empresária séria, ativista engajada e artista determinada, Preta Gil concedeu a Vogue uma entrevista honesta, cheia de nostalgia, histórias, luta e aprendizados.
Acesse o site do veículo para conferir todos os detalhes da edição https://vogue.globo.com/moda/noticia/2022/08/preta-gil-estrela-capa-digital-da-vogue-brasil-e-divide-licoes-dos-20-anos-de-carreira.html