Não há dúvida de que a pandemia de covid-19 mexeu com o comportamento do consumidor, e os empresários que souberam entender essa mudança de postura saíram na frente. Um setor bastante beneficiado nos últimos anos foi o de cursos online.

De acordo com uma pesquisa da Associação Brasileira de Mantenedores de Ensino Superior (ABMES), a procura por cursos na modalidade a distância cresceu 59% no biênio 2020-2021. Inclusive, projeções indicam que o número de matrículas em cursos remotos de nível superior deve superar os presenciais ainda em 2022.
Referência em produtos digitais, o empresário Thalles Lima, 26 anos, soube aproveitar o período pandêmico para expandir as vendas de programas de ensino a distância.
“Antes da pandemia, quase ninguém considerava a possibilidade de fazer um curso ou se qualificar por meio da internet. Vi que, diante do novo cenário, isso iria mudar e investi no setor”, conta.
Hoje, o empresário, ex-estagiário como professor de matemática em uma escola pública, fatura milhares de reais por mês com a venda de cursos online, além de outros infoprodutos, como e-books, cartilhas e tutoriais.

“O mais importante é que ainda vale a pena produzir e vender cursos pela internet. Aliás, o mercado consumidor cresceu muito e há demanda para todo tipo de conhecimento”, destaca Lima.
Nesse sentido, o empresário aponta que o mundo virtual traz oportunidades para produtores de conteúdo e desenvolvedores de plataformas de ensino, além de revendedores de produtos digitais.

Além disso, a tendência, segundo ele, é de crescimento, uma vez que mais pessoas estão se familiarizando com as ferramentas digitais.
“A flexibilidade para estudar caiu no gosto das pessoas. Só o ambiente online propicia isso. E não se pode esquecer que a necessidade de qualificação é contínua. Então, as pessoas sempre comprarão cursos”, avalia Lima.