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Analice Nicolau
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Portal da Indústria divulga relatório com evidências de avanço econômico comparado à pré-pandemia

Transporte aéreo de passageiros sai à frente na pesquisa, que ainda traz dados sobre os setores mais beneficiados pelas tecnologias 4.0

Analice Nicolau

25/07/2022 13h00

Transporte aéreo de passageiros sai à frente na pesquisa, que ainda traz dados sobre os setores mais beneficiados pelas tecnologias 4.0

O recente Relatório Mensal de Infraestrutura da Confederação Nacional da Indústria (CNI), através do Portal da Indústria, divulgou que, entre os 15 indicadores monitorados, houve aumento no percentual, nos primeiros três meses de 2022, em comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo a análise, o avanço mais significativo foi no transporte aéreo de passageiros: 57%, além do avanço do consumo aparente de petróleo (+16%) e o transporte de cargas aéreas (+14%).

Outros itens também apresentaram crescimento de demanda, segundo o documento, como: acessos à internet fixa e móvel (11% e 8%, respectivamente), transporte ferroviário de mercadorias gerais (9%), consumo comercial de energia elétrica (6,6%), produção nacional de gás natural (6,4%), tráfego total em rodovias pedagiadas (6%) e consumo residencial de energia elétrica (1%).

Dentre os dados do levantamento, outras atividades da economia tiveram queda na mesma base comparativa: transporte marítimo (-4%) na navegação de cabotagem e -3% no transporte marítimo para o comércio exterior. Além disso, transporte ferroviário de minério de ferro (-9%), tráfego de caminhões em rodovias pedagiadas (-3%) e consumo industrial de energia elétrica (- 1,1%) também apresentaram quedas. As informações evidenciam uma recuperação dos efeitos das paralisações decorrentes da pandemia da COVID-19 e alterações comportamentais dos consumidores.

O relatório mostra também que bens de capital, agroindústria e automotivo serão os setores mais beneficiados pelas tecnologias 4.0. Ainda sobre produtos e serviços, o que inclui uma linha de pintura industrial, segundo a CNI e o Instituto Euvaldo Lodi (IEL) – em parceria com os institutos de economia das universidades Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Estadual de Campinas (Unicamp), pelo Portal da Indústria -, os setores industriais de bens de capital, agroindústria e automotivo são os que acreditam em tecnologia 4.0 para a competitividade dos negócios até o ano de 2027, o que faz com que tecnologia e inovação sejam prioridades para empresas e governo.

A análise de campo foi feita em 753 empresas de 10 setores industriais, dentre eles: aeroespacial, agroindústrias, automotivo, bens de capital, bens de consumo, farmacêutica, insumos básicos, petróleo e gás, química e tecnologias da informação e comunicação. Parte dos respondentes (65%) afirmaram que as tecnologias avançadas – inteligência artificial, internet das coisas, nanotecnologia, novos materiais, biotecnologia, produção conectada, entre outras – que vão possuir alto ou muito alto impacto futuramente na indústria nos próximos 10 anos. Em contrapartida, para alguns segmentos, o reflexo será ainda mais elevado. Para 71% dos representantes de bens de capital, a inovação terá impacto elevado ou muito alto sobre o desempenho do setor. No que se refere à agroindústria, a opinião é de 70%; automotivo, 68%.

Conforme o documento, caso aconteça o esperado, as transformações na indústria acontecerão, essencialmente, na produtividade e competitividade do produto nacional. “As empresas serão mais eficientes e produtivas e capazes de prover bens e serviços atualizados e adequados às demandas dos consumidores; as cadeias de valor terão intensidade tecnológica avançada; as empresas estarão disputando mercados em ambiente competitivo onde seus concorrentes também possuem nível tecnológico elevado”, avalia o estudo.

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