O sorriso sincero e olhar carinho foram marcas registradas da incomparável jornalista Susana Naspolini. Aos poucos, ela foi conquistando espaço no jornalismo e despontou como uma grande estrela no horário do almoço dos cariocas.

Sem deixar a peteca cair, ela superou o câncer por quatro vezes. O primeiro foi diagnosticado ainda muito jovem, aos 18 anos. Mas, nada disso foi capaz de parar a Susana. O seu modo de fazer do jornalismo uma ferramenta direta para políticas públicas de qualidade, jamais será esquecido.
Naspolini estava na TV há duas décadas. Mas, o seu principal trabalho foi à frente do RJMóvel, momento em que se colocava evidente a utilidade pública, tornando o jornalismo mais incisivo e fazendo aquilo que é sua prioridade: dar voz àqueles que mais precisam.

Não demorou muito para que ela conquistasse com todo o seu alto astral, a popularidade no Grande Rio. Sua maneira irreverente de apresentar problemas sérios como falta de médicas, ruas sem asfalto, córregos sem drenagem. Naspolini se envolvia com a pauta entre aqueles que mais sofriam com o abandono do poder público. Com seu calendário de papel característico, ela marcava o dia em que o problema seria solucionado para assim retornar com a equipe. Caso, o transtorno tivesse sido resolvido até a data informada, ela retornava até que tudo fosse solucionado como a população merecia.
Em 2019, lançou o seu primeiro livro “Escolho ser Feliz” que fala sobre a felicidade como escolha diária de quem tem pressa de viver, e mais do que isso… Amor pela vida! Ainda no ano passado, lançou o “Terapia com Deus”, se tornando uma expressão viva do que Naspolini foi trazendo a fé como força vital de quem supera. O mesmo posicionamento foi adotado pela filha, a Júlia, que ainda nesta semana gravou um vídeo emocionada pedindo orações para a mãe. Porque a força do Divino se aprendeu em casa, e ela transcende a dor.

Naspolini deixou não só os cariocas, mas todo o Brasil de coração apertado na noite da última terça-feira (25). Mas, algo é certo toda a dedicação dessa repórter que foi intensamente apaixonada pela vida será observada eternamente na história do jornalismo brasileiro.