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Analice Nicolau
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Plataforma Eberick da AltoQi celebra trinta anos de engenharia estrutural

Colunista Analice Nicolau

21/05/2026 8h00

Atualizada 20/05/2026 16h50

Plataforma Eberick da AltoQi celebra trinta anos de engenharia estrutural O sistema integrado desenvolvido pela AltoQi impulsionou a transformação digital na construção civil nacional com cálculo estrutural avançado

Rui Gonçalves, fundador da AltoQi

O sistema integrado desenvolvido pela AltoQi impulsionou a transformação digital na construção civil nacional com cálculo estrutural avançado

O software Eberick, desenvolvido pela empresa catarinense AltoQi, completa trinta anos de atuação neste mês de maio, consolidando-se como uma das principais referências em plataformas de cálculo estrutural e digitalização da construção civil brasileira. Sediada em Florianópolis e acumulando 37 anos de experiência no mercado de tecnologia, a companhia introduziu a ferramenta em um período de transição metodológica do setor. O sistema, que originalmente automatizou processos de engenharia, evoluiu para um ecossistema complexo que unifica o planejamento, a modelagem tridimensional e a análise de segurança de edificações de múltiplos portes, estabelecendo um padrão de excelência técnica reconhecido por profissionais do segmento nacional.

Historicamente, o desenvolvimento de projetos estruturais no país demandava cálculos manuais ou a utilização de ferramentas operacionais fragmentadas, o que limitava a previsibilidade e a precisão analítica diante de grandes obras. No ano de 1996, o mercado nacional passou a sofrer forte pressão com a chegada de softwares integrados internacionais, impulsionando indústrias locais a inovarem sob condições competitivas severas. Diante desse cenário desafiador, a desenvolvedora optou por migrar suas aplicações para o ambiente Windows, uma decisão tecnológica incipiente e de alto risco para a época, mas que garantiu o pioneirismo necessário para que a plataforma atingisse, atualmente, a marca de 10 mil usuários ativos e cerca de 200 mil projetos desenvolvidos nos últimos dois anos, totalizando mais de 100 milhões de metros quadrados calculados.

O impacto direto dessa evolução tecnológica reflete-se na redução de improvisações e retrabalhos diretamente no canteiro de obras, transferindo a resolução de gargalos complexos para o ambiente digital por meio da metodologia Building Information Modeling (BIM). Processamentos matemáticos detalhados, que na década de 90 exigiam horas ou dias inteiros de dedicação técnica, passaram a ser executados em poucos segundos, permitindo a verificação rigorosa de variáveis físicas fundamentais como o impacto dos ventos, vibrações globais e a estabilidade das fundações. Esse desdobramento prático altera profundamente o cronograma físico-financeiro das edificações, uma vez que os projetos chegam inteiramente equalizados para a fase de execução, mitigando falhas logísticas estruturais e otimizando a produtividade das construtoras e incorporadoras.

O Eberick reúne mais de 12 mil usuários ativos e soma cerca de 200 mil projetos desenvolvidos apenas nos últimos dois anos

Em termos estritamente técnicos, o software opera como o núcleo analítico de projetos de engenharia civil, utilizando metodologias avançadas como a análise por elementos finitos para simular o comportamento de vigas, lajes e pilares sob condições reais de estresse físico. 

De acordo com o fundador da companhia, Rui Gonçalves, o desenvolvimento do sistema seguiu premissas rigorosas de engenharia sistêmica: “O Eberick surgiu de uma necessidade real do mercado: deixar de calcular estruturas em partes isoladas e passar a pensar o edifício como um todo, de forma integrada”. Essa transição metodológica alterou o perfil profissional da área, conforme detalha o especialista de Product Marketing, Luiz Fellippe de Souza: “O Eberick acompanhou, e em muitos momentos impulsionou, a transformação da engenharia estrutural no Brasil. Hoje, ele não é apenas uma ferramenta de cálculo, mas uma plataforma que apoia decisões mais estratégicas dentro dos projetos”.

Eberick se consolidou como um dos sistemas mais avançados do mundo

Como abordagem institucional para manter a robustez das soluções oferecidas, a empresa adota um modelo de desenvolvimento colaborativo, pautado pelo retorno prático fornecido pela comunidade técnica atuante. Esse posicionamento estratégico consolidou a confiabilidade da marca entre escritórios de cálculo, como aponta Ricardo Máximo, da Destrave Engenharia: “Escolhemos o Eberick justamente por acreditar na qualidade da ferramenta. Os projetos cresceram e hoje fazemos grandes edifícios. Não só o software, como também a AltoQi tem sido grande aliada.” 

A estabilidade temporal e operacional da aplicação também é validada por Karlo Vojciechovski, ao relatar que “projeto edifícios há anos usando a ferramenta AltoQi Eberick. Creio que isso já comprova a qualidade e versatilidade do software.” Complementando essa percepção de mercado, a equipe da RG Engenharia Estrutural declara que “usamos AltoQi há mais de 10 anos. E pretendemos usar pelos próximos 50, pelo menos. Simplesmente são os melhores, em todos os sentidos”, enquanto a Linear Projetos & Soluções relembra o progresso operacional: “Iniciamos na fase do hard lock físico, mas ainda vinha uma caixa com manual do Eberick. Temos ela até hoje. Que evolução!”.

As perspectivas futuras e inovações da engenharia de estruturas convergem para a aplicação intensiva de inteligência artificial generativa e para o avanço da industrialização da construção civil de alta escala. O ecossistema caminha para remodelar as atribuições técnicas, garantindo maior autonomia intelectual ao profissional técnico de projetos, conforme descreve Luiz Fellippe de Souza: “O engenheiro deixou de ser apenas operacional e passou a atuar de forma muito mais analítica e estratégica. Com o apoio da tecnologia, é possível antecipar problemas, simular cenários e tomar decisões mais assertivas ainda na fase de projeto”. 

Essa conectividade estrutural e preditiva redefine as métricas de desempenho industrial da cadeia civil, conforme aponta Souza: “O Eberick não é mais só sobre cálculo. Ele conecta dados, pessoas e decisões. É isso que permite ganhos reais de produtividade, previsibilidade e qualidade na construção civil”.

Conclui-se que os 30 anos de história do Eberick consolidam um legado que transcende a automação computacional. A transição da plataforma para a inteligência de dados visa otimizar processos preditivos e preparar o setor para patamares industriais avançados, mitigando imprecisões construtivas clássicas. Rui Gonçalves reafirma que a perenidade do sistema reside na sua capacidade adaptativa: “A tecnologia nunca termina. Ela evolui com base nos problemas reais dos usuários. O Eberick é resultado direto dessa troca, daquilo que os engenheiros vivem no dia a dia dos projetos”. Paralelamente, o fundador projeta as próximas décadas sob as diretrizes da automação cognitiva: “Estamos evoluindo o Eberick para que ele funcione como um agente inteligente, capaz de auxiliar o engenheiro, sugerir melhorias e identificar inconsistências nos projetos”, assegurando a continuidade de sua liderança setorial.

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