O sistema integrado desenvolvido pela AltoQi impulsionou a transformação digital na construção civil nacional com cálculo estrutural avançado
O software Eberick, desenvolvido pela empresa catarinense AltoQi, completa trinta anos de atuação neste mês de maio, consolidando-se como uma das principais referências em plataformas de cálculo estrutural e digitalização da construção civil brasileira. Sediada em Florianópolis e acumulando 37 anos de experiência no mercado de tecnologia, a companhia introduziu a ferramenta em um período de transição metodológica do setor. O sistema, que originalmente automatizou processos de engenharia, evoluiu para um ecossistema complexo que unifica o planejamento, a modelagem tridimensional e a análise de segurança de edificações de múltiplos portes, estabelecendo um padrão de excelência técnica reconhecido por profissionais do segmento nacional.
Historicamente, o desenvolvimento de projetos estruturais no país demandava cálculos manuais ou a utilização de ferramentas operacionais fragmentadas, o que limitava a previsibilidade e a precisão analítica diante de grandes obras. No ano de 1996, o mercado nacional passou a sofrer forte pressão com a chegada de softwares integrados internacionais, impulsionando indústrias locais a inovarem sob condições competitivas severas. Diante desse cenário desafiador, a desenvolvedora optou por migrar suas aplicações para o ambiente Windows, uma decisão tecnológica incipiente e de alto risco para a época, mas que garantiu o pioneirismo necessário para que a plataforma atingisse, atualmente, a marca de 10 mil usuários ativos e cerca de 200 mil projetos desenvolvidos nos últimos dois anos, totalizando mais de 100 milhões de metros quadrados calculados.
O impacto direto dessa evolução tecnológica reflete-se na redução de improvisações e retrabalhos diretamente no canteiro de obras, transferindo a resolução de gargalos complexos para o ambiente digital por meio da metodologia Building Information Modeling (BIM). Processamentos matemáticos detalhados, que na década de 90 exigiam horas ou dias inteiros de dedicação técnica, passaram a ser executados em poucos segundos, permitindo a verificação rigorosa de variáveis físicas fundamentais como o impacto dos ventos, vibrações globais e a estabilidade das fundações. Esse desdobramento prático altera profundamente o cronograma físico-financeiro das edificações, uma vez que os projetos chegam inteiramente equalizados para a fase de execução, mitigando falhas logísticas estruturais e otimizando a produtividade das construtoras e incorporadoras.

Em termos estritamente técnicos, o software opera como o núcleo analítico de projetos de engenharia civil, utilizando metodologias avançadas como a análise por elementos finitos para simular o comportamento de vigas, lajes e pilares sob condições reais de estresse físico.
De acordo com o fundador da companhia, Rui Gonçalves, o desenvolvimento do sistema seguiu premissas rigorosas de engenharia sistêmica: “O Eberick surgiu de uma necessidade real do mercado: deixar de calcular estruturas em partes isoladas e passar a pensar o edifício como um todo, de forma integrada”. Essa transição metodológica alterou o perfil profissional da área, conforme detalha o especialista de Product Marketing, Luiz Fellippe de Souza: “O Eberick acompanhou, e em muitos momentos impulsionou, a transformação da engenharia estrutural no Brasil. Hoje, ele não é apenas uma ferramenta de cálculo, mas uma plataforma que apoia decisões mais estratégicas dentro dos projetos”.

Como abordagem institucional para manter a robustez das soluções oferecidas, a empresa adota um modelo de desenvolvimento colaborativo, pautado pelo retorno prático fornecido pela comunidade técnica atuante. Esse posicionamento estratégico consolidou a confiabilidade da marca entre escritórios de cálculo, como aponta Ricardo Máximo, da Destrave Engenharia: “Escolhemos o Eberick justamente por acreditar na qualidade da ferramenta. Os projetos cresceram e hoje fazemos grandes edifícios. Não só o software, como também a AltoQi tem sido grande aliada.”
A estabilidade temporal e operacional da aplicação também é validada por Karlo Vojciechovski, ao relatar que “projeto edifícios há anos usando a ferramenta AltoQi Eberick. Creio que isso já comprova a qualidade e versatilidade do software.” Complementando essa percepção de mercado, a equipe da RG Engenharia Estrutural declara que “usamos AltoQi há mais de 10 anos. E pretendemos usar pelos próximos 50, pelo menos. Simplesmente são os melhores, em todos os sentidos”, enquanto a Linear Projetos & Soluções relembra o progresso operacional: “Iniciamos na fase do hard lock físico, mas ainda vinha uma caixa com manual do Eberick. Temos ela até hoje. Que evolução!”.

As perspectivas futuras e inovações da engenharia de estruturas convergem para a aplicação intensiva de inteligência artificial generativa e para o avanço da industrialização da construção civil de alta escala. O ecossistema caminha para remodelar as atribuições técnicas, garantindo maior autonomia intelectual ao profissional técnico de projetos, conforme descreve Luiz Fellippe de Souza: “O engenheiro deixou de ser apenas operacional e passou a atuar de forma muito mais analítica e estratégica. Com o apoio da tecnologia, é possível antecipar problemas, simular cenários e tomar decisões mais assertivas ainda na fase de projeto”.
Essa conectividade estrutural e preditiva redefine as métricas de desempenho industrial da cadeia civil, conforme aponta Souza: “O Eberick não é mais só sobre cálculo. Ele conecta dados, pessoas e decisões. É isso que permite ganhos reais de produtividade, previsibilidade e qualidade na construção civil”.
Conclui-se que os 30 anos de história do Eberick consolidam um legado que transcende a automação computacional. A transição da plataforma para a inteligência de dados visa otimizar processos preditivos e preparar o setor para patamares industriais avançados, mitigando imprecisões construtivas clássicas. Rui Gonçalves reafirma que a perenidade do sistema reside na sua capacidade adaptativa: “A tecnologia nunca termina. Ela evolui com base nos problemas reais dos usuários. O Eberick é resultado direto dessa troca, daquilo que os engenheiros vivem no dia a dia dos projetos”. Paralelamente, o fundador projeta as próximas décadas sob as diretrizes da automação cognitiva: “Estamos evoluindo o Eberick para que ele funcione como um agente inteligente, capaz de auxiliar o engenheiro, sugerir melhorias e identificar inconsistências nos projetos”, assegurando a continuidade de sua liderança setorial.