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Analice Nicolau
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Pesquisas inovadoras trazem esperança para pacientes com câncer de pulmão em estágios iniciais

Estudos apresentados na maior conferência em oncologia do mundo revelam avanços significativos no tratamento

Analice Nicolau

05/06/2023 10h00

Resultados de estudos apresentados durante o Encontro Anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO) trouxeram otimismo para especialistas e pacientes de câncer de pulmão em estágios iniciais. As pesquisas destacaram o potencial de cura “real” por meio de técnicas de imunoterapia e terapia alvo, que até então eram utilizadas apenas em casos de doença avançada.

O principal estudo do setor, chamado ADAURA, concentrou-se no uso de terapia alvo no período pós-operatório para pacientes com câncer de pulmão localizado e mutação de EGFR. Segundo os dados apresentados, a droga osimertinibe demonstrou não apenas evitar a recorrência da doença, mas também aumentar de forma robusta a sobrevida global dos pacientes.

A pesquisa envolveu 682 pacientes randomizados, sendo 399 tratados com osimertinibe e 343 com placebo. Nos pacientes com doença em estágio II-IIIA, a taxa de sobrevivência em 5 anos foi de 85% para aqueles tratados com osimertinibe, em comparação com 73% no grupo do placebo. Esses resultados representam um benefício sem precedentes e altamente significativo para pacientes em estágios iniciais do câncer de pulmão, destacou o especialista William Nassib William Jr, líder da especialidade de tumores torácicos do Grupo Oncoclínicas.

Outro estudo de destaque, denominado Keynote 671, examinou o uso da imunoterapia (pembrolizumabe) em combinação com quimioterapia pré e pós-operatória. Os pacientes que receberam essa terapia tiveram maior chance de eliminar completamente o tumor durante a cirurgia e menor probabilidade de recorrência ao longo do tempo. Essa estratégia emergente de imunoterapia pré-operatória se torna uma opção adicional para o tratamento do câncer de pulmão.

No entanto, mesmo com os avanços promissores, ainda restam algumas perguntas a serem respondidas. Os especialistas destacam a necessidade de mais estudos para determinar qual droga imunoterápica é a mais eficaz e definir a duração ideal do tratamento pós-operatório. Além disso, é necessário desenvolver abordagens para pacientes que não alcançam a eliminação completa do tumor durante o tratamento pré-operatório.

Diante dos resultados apresentados na ASCO, a comunidade médica enxerga uma nova era de esperança para os pacientes com câncer de pulmão em estágios iniciais. Os avanços terapêuticos, envolvendo imunoterapia e terapia alvo, ampliam as opções de tratamento e abrem caminho para uma maior possibilidade de cura. A expectativa é que essas descobertas inovadoras impactem positivamente a vida de muitos pacientes, oferecendo-lhes uma nova perspectiva no combate a essa doença devastadora.

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