Menu
Analice Nicolau
Analice Nicolau

Pânico de madrugada e acordar sem ar: Dra. Rosinéa Oliveira revela a causa do sufocamento noturno

Colunista Analice Nicolau

01/09/2026 12h17

Dra. Rosinéa Oliveira explica como a estrutura orofacial previne a asfixia noturna e o bruxismo. Conheça a Odontologia Integrativa na Clínica CLINIS em Petrolina-PE.

Dra. Rosinéa Oliveira, cirurgiã-dentista especialista em Diagnóstico Orofacial, DTM e controle biomecânico do bruxismo Créditos: Divulgação

A cirurgiã-dentista Dra. Rosinéa Oliveira, especialista em Odontologia do sono sob a ótica Integrativa, revela como a reestruturação da boca previne o sufocamento 

Imagina você tirar uma foto e não ter coragem de sorrir porque está com vergonha dos seus dentes? A minha vida antes do tratamento era de pânico e desespero. O relato sincero da paciente Eliane Marinho traduz a dor oculta de quem enfrenta o colapso respiratório noturno e a exaustão contínua. Formada em 1990 pela Universidade de Pernambuco e com trinta e cinco anos de prática clínica, a cirurgiã-dentista Dra. Rosinéa Oliveira (CRO 4710-PE) consolida no Sertão do São Francisco, uma abordagem focada na causa raiz desses distúrbios. À frente da Clínica CLINIS, em Petrolina, a especialista investiga como falhas na estrutura orofacial e no alinhamento da arcada provocam episódios recorrentes de asfixia, atraindo pacientes de diversas regiões do país para recuperar a saúde e a dignidade de sorrir.

O quadro clínico de despertares com taquicardia e pesadelos frequentes atende a um padrão silencioso enfrentado por milhares de brasileiros. Registros da literatura médica internacional, como o estudo publicado no Lancet Respiratory Medicine, revelam que mais de 73 milhões de adultos no Brasil convivem com distúrbios respiratórios do sono, e cerca de 85% permanecem sem diagnóstico preciso. Diante da sensação contínua de pânico e falta de ar, muitos recorrem ao uso de sedativos e remédios de tarja preta. No entanto, pesquisas no periódico Chest alertam que esses fármacos reduzem o tônus da musculatura orofacial em até 35%, o que intensifica o relaxamento da língua sobre a garganta e agrava o sufocamento noturno que a terapia química deveria combater. 

A busca pela raiz do problema exige uma postura investigativa na avaliação presencial para conectar sinais clínicos que o paciente muitas vezes considera desconectados da odontologia. No histórico atendido na CLINIS, o diagnóstico preciso revelou como a incapacidade de selamento labial e a flacidez muscular orofacial forçam a respiração oral durante o sono. Quando a arcada apresenta-se estreita, a língua perde seu espaço de repouso no palato, provocando a diminuição do calibre aéreo e acionando descargas de estresse no sistema nervoso central. A identificação dessa falha física permite interromper a peregrinação por tratamentos paliativos e direcionar o planejamento terapêutico para a adequação anatômica.

Dra. Rosinéa Oliveira, cirurgiã-dentista especialista em Odontologia Integrativa, do Sono e Biológica Créditos: Divulgação

As consequências da disfunção orofacial ultrapassam os limites da boca e atingem o sistema neurológico central. Uma pesquisa brasileira apresentada no 22º Congresso da Sociedade Internacional de Cefaleia confirmou por eletromiografia que o bruxismo e a enxaqueca crônica compartilham a mesma origem: a hiperativação do nervo trigêmeo, estrutura responsável por sensações e movimentos faciais. “Muitos pacientes enfrentam dores de cabeça diárias sem saber que o estresse biomecânico na arcada e o apertamento dos dentes estão superestimulando o nervo trigêmeo”, esclarece a Dra. Rosinéa Oliveira, ao destacar que o bruxismo diurno e o noturno exigem abordagens individualizadas. Essa conexão neurovascular reforça que tratar o bruxismo e a articulação temporomandibular é fundamental para aliviar enxaquecas que não respondem a analgésicos convencionais. 

Atendimento na Clínica CLINIS, em Petrolina (PE) Créditos: Divulgação

O restabelecimento da saúde respiratória e sistêmica exige a implementação de condutas estruturadas que contemplem a biomecânica e a descontaminação do organismo. Por meio do método de tratamento da Dra Rosinéa Oliveira, a intervenção associa o uso de Aparelho Intraoral à reeducação respiratória, oclusal e muscular, nutrição e desintoxicação do organismo. “A língua possui dezessete músculos e precisa de espaço funcional na boca para não estrangular a passagem do ar durante a noite”, detalha a cirurgiã-dentista, ressaltando que o alinhamento correto dos dentes e das estruturas faciais restaura a respiração normal. 

Dra. Rosinéa Oliveira, responsável pelo Protocolo Integre-SE e referência em Odontologia Biológica no Sertão do São Francisco Créditos: Divulgação

A evolução da odontologia integrativa aponta para a constante atualização acadêmica como pilar para garantir diagnósticos precisos, tratamentos individualizados na condução terapêutica dos distúrbios do sono e no suporte ao desmame seguro de psicotrópicos, conduta médica exclusiva do especialista prescritor, conduzida de forma interdisciplinar a partir da melhora respiratória do paciente. Exemplo desse compromisso ininterrupto com a ciência foi a imersão recente da especialista no Rio de Janeiro, voltada às pesquisas mais avançadas sobre a neurologia do sono, do bruxismo, ronco e apneia, e ao se associar à SIBX (Sociedade Internacional de Bruxismo). A busca por estudos avançados nos principais centros do país reflete o compromisso clínico com a longevidade e a eficiência biológica. “A maturidade profissional nos obriga a buscar na ciência as evidências mais recentes para libertar o paciente das dores crônicas e da dependência de medicação”, afirma a Dra. Rosinéa Oliveira, ao observar que a recuperação da autonomia respiratória possibilita a avaliação médica para a descontinuação gradual dos indutores do sono. O avanço desses protocolos consolida um modelo focado na prevenção e na integridade física do indivíduo.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado