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Analice Nicolau
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Padre Reginaldo Manzotti condena intolerância religiosa após invasão de manifestantes em igreja

O grupo invasor estava se manifestando em frente à igreja

Analice Nicolau

10/02/2022 13h00

O grupo invasor estava se manifestando em frente à igreja

No fim de janeiro o assassinato do congôles Moïse Kabagambe, no Rio de Janeiro-RJ, foi lamentada pelo Brasil e muitas manifestações foram realizadas em favor da apuração do crime. Uma delas aconteceu no último fim de semana, em frente à Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, no centro histórico de Curitiba-PR. Os manifestantes acabaram invadindo o local e o padre Reginaldo Manzotti lamentou a situação.


De acordo com dados do Ministério dos Direitos Humanos através do Disque 100, entre 2015 e 2017, católicos e protestantes foram vítimas de 1,8% a 3,8% das denúncias de intolerância religiosa, enquanto o candomblé e umbanda somam 25% no total. De acordo com o padre Reginaldo Manzotti, esse tipo de crime foi registrado durante a missa em Curitiba.


A missa em questão estava sendo realizada pelo padre Padre Luiz Hass, quando um grupo de invasores, liderado pelo vereador Renato Freitas, invadiu o local. O padre deixou claro que as pessoas podiam se manifestar, mas não durante a missa, que é um momento sagrado e importante. Inclusive, ele pediu a presença da Guarda Municipal de Curitiba.
“Temos que nos unir ao lembrar que fomos feitos a imagem e semelhança de Deus tendo mesma alma, origem, natureza e igual dignidade. É nossa obrigação repudiar tais atitudes e dizer um basta a intolerância religiosa”, afirma Padre Reginaldo Manzotti.


O próprio Papa Francisco fez uma reflexão sobre o assunto no início do ano. “Como é possível que hoje muitas minorias religiosas sofram discriminação ou perseguição? Como permitimos que nesta sociedade altamente civilizada existam pessoas que são perseguidas simplesmente por professar publicamente sua fé? Isso não só é inaceitável, é desumano, é insano”.


De acordo com na declaração Dignitatis Humanae da Igreja Católica, feita em 1965, as pessoas tem o direito à liberdade e religiosa, apesar disso não ser respeitado em todo lugar. Dados revelam que 67% da população mundial vive em países onde esse direito é negado. A situação de Curitiba serviu como um alerta sobre a intolerância religiosa no Brasil.


Sobre o caso, o vereador comentou nas redes sociais. “A manifestação foi feita de forma espontânea e as pessoas ali entenderam que era importante passar a mensagem de valorização da vida dentro da igreja seria o adequado, justamente, como disse o padre, porque a igreja estava vazia. Não havia missa, as pessoas da manifestação vieram ordenamente e sentaram nas primeiras cadeiras”.

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