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Oncologista alerta para malefícios do tabagismo, que mata 450 pessoas por dia no Brasil

“80% das pessoas com este tipo de neoplasia irão morrer no período. E o cigarro é, de longe, a causa mais provável para este tipo de câncer”, afirma Dr. Wesley Pereira Andrade, sobre a relação do cigarro com o câncer de pulmão

Por Analice Nicolau 24/05/2022 8h00
“80% das pessoas com este tipo de neoplasia irão morrer no período. E o cigarro é, de longe, a causa mais provável para este tipo de câncer”, afirma Dr. Wesley Pereira Andrade, sobre a relação do cigarro com o câncer de pulmão

Considerado a maior causa isolada evitável de adoecimento e mortes precoces em todo o mundo, o tabagismo é responsável direto por aproximadamente 85% dos óbitos decorrentes do câncer de pulmão, além de diversas outras doenças cardiovasculares, respiratórias e oncológicas.

De acordo com o oncologista Dr. Wesley Pereira Andrade, apenas 20% das pessoas acometidas pelo câncer de pulmão estarão vivas em cinco anos. “80% das pessoas com este tipo de neoplasia irão morrer no período. E o cigarro é, de longe, a causa mais provável para este tipo de câncer”, diz o médico.

Além de oncologista, com MD, Ph.D, mestrado e doutorado em Oncologia, Dr. Wesley Pereira Andrade também atua como mastologista e cirurgião oncologista, sendo médico titular da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) e médico titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SMCO).

O número de tabagistas no mundo é de cerca de 1,3 bilhões. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que 8 milhões de pessoas vêm a óbito anualmente por conta do tabagismo, sendo 7 milhões pelo uso direto e 1 milhão pelo uso indireto, chamados de fumantes passivos.

Pelo risco grave que o ato de fumar proporciona à saúde, a data 31 de maio foi instituída como o Dia Mundial sem Tabaco, criada pelos Estados membros da OMS com o objetivo de chamar a atenção para a epidemia do tabaco e às suas consequências.

Só no Brasil, por dia, há em média 450 mortes relacionadas ao tabagismo, somando mais de 160 mil mortes por ano.

O cigarro possui dois grandes grupos de substâncias maléficas ao corpo. O primeiro é a nicotina, uma das principais drogas do planeta com alto poder de dependência química e de abstinência, levando ao desejo constante de fumar o próximo cigarro para que o indivíduo tenha saciedade e se sinta bem, levando ele a sempre querer um novo cigarro. Além do efeito no cérebro, a nicotina causa efeito na circulação e no coração, causando uma vasoconstrição periférica, o que leva ao aumento da pressão arterial e aumento dos batimentos cardíacos.

O segundo, são as inúmeras substâncias químicas contidas na fumaça do cigarro, como o monóxido de carbono, dióxido de carbono, óxidos de nitrogênio, chumbo, enxofre, alcatrão, entre outras, que têm a capacidade de levar a vários danos celulares, podendo, inclusive, ao desenvolvimento de diversos tipos de câncer, fundamentalmente, o de pulmão, bem como, o de boca, laringe, faringe, esôfago, estômago, pâncreas, intestino, rim, bexiga, entre outros menos frequentes.

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O especialista alerta que o ideal é que as pessoas não busquem a prática do tabagismo, para evitar os malefícios que esta pode causar ao organismo.

Além do cigarro convencional, o arguile (narguilé, como é conhecido no Brasil) é o pior tipo de fumo, alerta o médico. “A queima é muito mais intensa, o que libera mais substâncias tóxicas. Há estudo que indica que o fumante de arguile, em uma sessão, fuma, em média, 100 cigarros”, adverte o oncologista.

O especialista alerta que o ideal é que as pessoas não busquem a prática do tabagismo, para evitar os malefícios que esta pode causar ao organismo.

De acordo com o oncologista Dr. Wesley Pereira Andrade, apenas 20% das pessoas acometidas pelo câncer de pulmão estarão vivas em cinco anos

“A grande estratégia seria nunca fumar, para aqueles que não começaram. Aos que fumam, parar de fumar é a essência para a redução do risco de desenvolvimento de várias doenças e, naturalmente, para a redução do risco de morte. No entanto, esta é uma missão muito difícil, mas não impossível. A nicotina causa uma dependência química muito grande. É preciso um forte desejo do paciente de parar de fumar aliado à motivação. Isso pode ser acompanhado por alguns medicamentos para o desmame da nicotina (adesivos de nicotina, por exemplo), além de psicoterapia e assistência médica, assim como, suporte familiar, melhora alimentar e atividade física na perspectiva de reduzir a ansiedade em decorrência da falta de cigarro”, finaliza Dr. Wesley.

Além de oncologista, com MD, Ph.D, mestrado e doutorado em Oncologia, Dr. Wesley Pereira Andrade também atua como mastologista e cirurgião oncologista, sendo médico titular da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) e médico titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SMCO).

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