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Analice Nicolau
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O impacto da contabilidade estratégica no lucro do negócio

Colunista Analice Nicolau

12/01/2026 14h52

Cleuson Santana; especialista em contabilidade

Especialista da área contábil analisa como decisões sem dados comprometem resultados em tempos de Reforma Tributária

Hoje dia 12 de janeiro, celebra-se o Dia do Empresário Contábil, data que homenageia os profissionais que vão além das obrigações fiscais e impulsionam a gestão empresarial. Dados atualizados do Conselho Federal de Contabilidade (CFC) revelam que o Brasil conta com 529.168 profissionais da contabilidade ativos e cerca de 98.469 organizações contábeis registradas, com São Paulo liderando (27.996 escritórios, 28,4% do total). Esse crescimento exponencial, mais que dobrado em 10 anos, reflete a complexidade fiscal crescente, especialmente com a Reforma Tributária em implementação gradual até final de 2026.

Em um cenário de margens apertadas para PMEs, a contabilidade estratégica emerge como ativo indispensável. Um estudo recente indica que 8 em 10 empresas de médio porte pagam 5-15% a mais em impostos por falta de planejamento, enquanto apenas 11% das firmas estão preparadas para a transição IBS/CBS. Decisões intuitivas sem KPIs como margem bruta/líquida, EBITDA e giro de ativos elevam riscos, com 37% das companhias admitindo fragilidade total.

Cleuson Santana, especialista em contabilidade, alerta para o erro comum dos empresários: “Com a reforma tributária prevista para esse ano de 2026, o maior erro que os empresários cometem e têm cometido é tratar a contabilidade apenas como obrigação fiscal, ou então apenas mais um custo do seu negócio. Na maior parte deles, na prática, eles tomam decisões olhando o saldo bancário. Eles não sabem a margem real de cada serviço, de cada produto. Quando a empresa não conhece suas margens, ela paga mais imposto, precifica mal, perde eficiência, não tem bons resultados. O que gera resultado é a contabilidade estratégica, focada na leitura de margem, estrutura de custo, revisão de contratos. A contabilidade deixou de ser reativa e passou a ser uma ferramenta de crescimento, o que eu sempre digo é que o empresário que não conhece sua margem não controla o lucro, ele apenas reage imposto”. Relatórios gerenciais, simulações de cenários e análise de custos transformam dados em visão precisa, reduzindo “incêndios” e promovendo planejamento seguro, essencial pós-Reforma, que exige reavaliação de incentivos fiscais e impairment de ativos.

Cleuson Santana; especialista em contabilidade

Quando o empresário usa a contabilidade como ferramenta de gestão, ele deixa de apagar incêndios e começa a planejar o futuro com segurança e otimismo. Em 2026, essa abordagem não é luxo, mas o caminho para lucros sustentáveis e negócios mais resilientes,  porque números claros iluminam decisões que constroem prosperidade. Parabéns aos empresários contábeis que transformam desafios em oportunidades!

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