Com mais de 47 prêmios nacionais e internacionais em arquitetura, realização de projetos em cinco países, Rafael Serradura se especializou em light design, realizando projetos com arquitetos de renome global, como Ruy Ohtake e Arthur Casas.
Serradura decidiu passar por um processo de transição de carreira pouco convencional em 2019, depois de conhecer mais a fundo a tecnologia blockchain. A mudança foi decidida após voltar de uma série de palestras que concedeu sobre arquitetura no México. De lá para cá, fez uma imersão no tema, com vários cursos, tendo como destaque um do Massachusetts Institute of Technology (MIT), uma das principais escolas de tecnologia do planeta, e da PUC-Rio.

“Foi como se eu tivesse feito um upgrade: saí da arquitetura física e fui para a digital, porque os princípios de arquitetura e blockchain são os mesmos. Quando se constrói uma blockchain, usam-se os fundamentos da arquitetura: organização de espaços e criação de novas soluções”, explica o novo diretor Comercial, que atua em soluções tecnológicas no mercado de criptoativos, Rafael Serradura, de 40 anos.
Para Serradura, há relação evidente entre blockchain e arquitetura que tornou esse processo de mudança mais simples. “É curioso que as pessoas me perguntam: ‘Há quantos anos você está na matéria? Dez? Quinze?’ Eu fiz uma imersão profunda de 2019 para cá. Quando vejo a arquitetura do blockchain a tokenização, para mim é igual”, explica.
Para Serradura, a transição foi algo natural, pois precisou se envolver em duas áreas nas quais gostaria de se especializar: finanças e tecnologia. “É um mercado ainda em desenvolvimento, com um universo amplo de possibilidades, pois a criptoeconomia permite fazer a segurança de uma transação digital”, diz.

Em relação à blockchain, não se trata apenas só de um livro contábil para emitir um token – ou uma criptomoeda. “É incorruptível, algo que eu busco como um pilar para todos os meus negócios, independentemente da área, seja Comunicação, Marketing ou Jurídica, pois dá solidez e sustentabilidade”, ressalta.

E, ao contrário do que muitos imaginam, o universo da tecnologia não limitou a inventividade que a arquitetura proporcionava em sua rotina. “Para trabalhar em criptoeconomia, é necessário ser uma pessoa muito exponencial em criatividade, que não se expressa só na arte, mas também na tecnologia. Eu sou muito criativo com a tecnologia, pois ela me impulsiona”, diz o novo diretor da Interag.
“Não deixei de criar com essa mudança. Pelo contrário, estou tendo mais liberdade, pois havia uma limitação até que ponto poderia ir com a Arquitetura, o que não existe agora”, diz. A blockchain abriu uma gama de possibilidades para sua atuação aos 40 anos: “Para muitos, a trajetória já acabou aos 40 anos. Eu discordo: é possível ser exponencial, desde que haja propósito”.