Viver em um ambiente de tantas mudanças e ainda assim conseguir manter a paz interior. Essa é a definição de sucesso para Lucas Trigueiro, CEO da Alianco Group, maior ecossistema de Nova Economia do Brasil. E por quê Ecossistema? A Alianco Group vai além do conceito que conhecemos de empresa.

Lucas explica que se trata de um ecossistema porque há a junção de vários segmentos, todos ligados à Nova Economia, que estão sempre antenados a tudo que acontece no Brasil e no mundo relacionados a ela. Dentro da Alianco há desde uma Agência de Marketing até uma empresa de inteligência comercial em criptoativo. “Queremos ser o elo que conecta a sociedade e a Nova Economia’, afirma.
Lucas conta que um dos principais objetivos que precisam ser alcançados para que esse elo se concretize é a educação. “Precisamos explicar que o criptoativo não é uma moeda que você coloca mil reais e em um mês você faz cinco mil. Não é essa a mensagem que queremos enviar. Queremos mostrar para as pessoas que a Nova Economia é um ambiente seguro, registrado e imutável”, garante.
Nova Economia: um jeito inovador de pensar o mercado
Antes de falar sobre Nova Economia, Lucas frisa a importância de falar sobre as novas ondas que aconteceram na tecnologia. “A primeira onda de tecnologia ela conseguiu enviar a informação pela internet para milhares de pessoas, a segunda onda gerou a interação, ou seja, era possível receber a mensagem, mas também enviar. A terceira onda é aquela que permite que eu possa possuir ativos na internet”, contextualiza.
A partir desse exemplo, Lucas explica que muitas vezes, o que o senso comum sabe sobre Economia é somente aquilo que dizem sobre ela, ou seja, somente a informação recebida, como a primeira onda de tecnologia. “É algo semântico, somente algo que dizem pra você. E já na Nova Economia é possível, pelo advento da tecnologia, que consegue mostrar publicamente aquele recurso. A Velha Economia é baseada no analógico e a Nova Economia é baseada no digital. A Velha Economia é baseada na hierarquia e a Nova Economia é baseada na autonomia”, compara.

A Nova Economia, segundo Lucas Trigueiro, rompe antigos padrões e permite o benefício do erro. “A Velha Economia tem um outro ponto que é focada em não errar. A Nova Economia tem um outro conceito que é: errar rápido para aprender com o erro e trazer soluções. Na Nova Economia vemos o erro como uma oportunidade. Porque se você consegue uma solução, pode até vender em escala”, esclarece.
Tokens: o presente e o futuro
Depois de entender um pouco mais sobre como a Nova Economia pensa, podemos entender melhor como ela funciona de maneira prática. E não dá para fugir deles: os tokens. Lucas diz que eles não são apenas o futuro, mas já são o presente. “O token é a conversão de um ativo físico em um ativo digital. Aqui voltamos no exemplo da terceira onda que permite possuir ativos, então o token é a ferramenta para que isso aconteça”, explica.
O Token serve também para captar o dinheiro, fomentar e distribuir o resultado desse dinheiro, seja positivo ou negativo. “O token é o futuro, já começou agora no presente e acredito que até as empresas mais tradicionais devem migrar para esse universo, até porque a tecnologia tende a ser tokenizada”, aposta.

Ainda ligado aos Tokens, precisamos falar de uma sigla que tem sido, cada vez mais, parte do nosso vocabulário cotidiano: NFT. Em tradução literal para o português, essa sigla significa: Token Não Fungível. Lucas explica melhor o que isso quer dizer e aconselha quem deseja investir. “O Token normal é um token em escala, todos iguais. O NFT é um token que carrega dentro dele um metadado, uma identidade, um registro próprio. Ele não é duplicável, tem uma exclusividade. Então ao invés de enxergar como um investimento, precisamos enxergar como uma ferramenta de solução para o mercado tradicional”, propõe.
O caminho até aqui: inspirações, motivação e percalço
Lucas Trigueiro é hoje uma referência nacional quando falamos em Nova Economia. Mas antes de chegar até aqui, aos 34 anos, com grandes feitos e sempre inovando para conquistar ainda mais a frente do seu ecossistema, o caminho não foi exatamente fácil. Ao falar sobre sua trajetória, Lucas não deixa de reconhecer quem o ajudou, ou como prefere dizer, quem semeou em sua vida. Entre suas inspirações pessoais, Lucas cita o advogado Paulo Zancaneli.
Lucas conta uma das histórias que viveu com Paulo que o ajuda a exemplificar o conceito de semeadura. “Lembro que no começo de tudo, Paulo cedeu um dos apartamentos de sua família para que eu pudesse morar sem custos, me enviava toda semana uma cesta de frutas e ainda eu podia usufruir de um cartão específico para me auxiliar com as questões básicas. Com o passar do tempo, as coisas começaram a fluir, eu criei relacionamento com esse banco. E eu acabei recebendo desse banco em questão, um cartão igual aquele que eu usava emprestado desse advogado”, relata.

Ainda sobre Paulo, Lucas conta o maior aprendizado que tirou desse período que viveu ”Ele é uma inspiração como pessoa, como esposo. Ele semeou na minha vida e eu aprendi muito só de ver a forma como ele agia. Isso me marcou. É por isso que eu digo que precisamos entender que a gente vive das sementes que a gente semeia e não necessariamente dos frutos que a gente colhe. Por isso, se eu puder deixar uma mensagem, seria essa: escolha bem as sementes que você semeia”, conclui.