A 14a edição do Braintalks superou as expectativas. O evento, que tem a ideia de ser mais intimista, recebeu 60 pessoas no espaço Co.W. Coworking Space, apoiadores do evento, no último sábado (3). O especialista em neurociência, executivo do setor da saúde e idealizador do Braintalks, configurou o grupo de palestrantes. Dessa vez, o bastão de mestre de cerimônia ficou com o sócio Paulo Crepaldi.

A primeira palestra, “Mindsets Atemporais de Sucesso”, foi ministrada por Rafaella Lopes, diretora dos Recursos Humanos da Astrazeneca. “Como se trata de uma configuração da mente, o mindset vai influenciar direta ou indiretamente, desde as decisões cotidianas até aquelas que podem mudar radicalmente a vida de uma pessoa. Pessoas com mindset fixo acreditam que o talento é o único responsável pelo sucesso: ou você nasce com ele, ou não tem. Para elas, habilidades não podem ser desenvolvidas e não é preciso esforço, basta ter talento, sorte, etc…Pessoas com mindset de crescimento, acreditam que com dedicação, esforço, aprendizado e força de vontade é possível crescer”, discorre Rafaella sobre o tema.
A segunda palestra, “Neurociência e o líder” foi ministrada pelo executivo da área da saúde e pós-graduado em neurociência, Marcos Marsulla. O foco da palestra foi mostrar na prática, como a neurociência o ajuda no processo de liderança. “Contei um pouco da minha história baseada em três perguntas. A primeira: O quê: o o que me fez buscar a neurociência?; a segunda: Como – como os conceitos e aprendizagens da neurociência tem ajudado meu dia a dia; a terceira: Porque – por que todo líder precisa conhecer a neurociência?”, detalha.

O poder do cérebro não está somente no que ele faz, mas também no que ele inibe
Flávio Maneira foi o último palestrante do evento e trouxe o importante e atual tema “Neuromanagement: ressignificando a gestão organizacional”. A palestra passeia por vários conceitos atrelados ao tema principal. Além de uma boa introdução sobre o funcionamento do cérebro, Flávio aborda a neuroplasticidade intencional e neurogênese. “Ou seja, um é o cérebro plástico, que na medida que a gente faz coisas diferentes, ele se expande e o outro o nascimento de novos neurônios, inclusive na fase adulta. Então falei sobre essas descobertas”, conta.
Flávio abordou também os estímulos envolvendo atividade física, alimentação, aprendizagem, leitura, entre outros. “Eu falei ainda sobre o perigo que a gente vive que é o sistema atencional que é o percursor de foco (inicio do processo de aprendizagem) Para isso falo também sobre as funções executivas: flexibidade cognitiva, memória operacional e controle libitório”, enumera.

O especialista não deixou de falar sobre o futuro que exige que sejamos mais colaborativos e tenhamos a consciência da co-criação e co-aprendizagem. “Eu defino também a competência que é o conhecimento que você tem sobre algo, a habilidade de fazer essa conhecimento acontecer, tudo isso somado a atitude. Mas o que é determinante é a emocionalidade, por isso abordo as questões emocionais. É importante quando falamos de competências, entender que nosso cérebro não é binário, não é preto e branco, são cinquenta tons de cinza”, brinca.
O sucesso do Braintalks em tradução literal, brain de cérebro em inglês e talk de conversa, foi tanto que a próxima edição já está confirmada para o primeiro semestre de 2023 e a ideia é que aconteça ainda outra edição no mesmo ano.