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Analice Nicolau
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Nancy Azevedo de Souza transforma a rastreabilidade inteligente de OPME

Colunista Analice Nicolau

03/07/2026 12h13

Nancy Azevedo de Souza transforma a rastreabilidade inteligente de OPME A especialista Nancy Azevedo de Souza mostra como o controle estratégico de insumos cirúrgicos garante sustentabilidade aos hospitais A modernização dos hospitais brasileiros passa obrigatoriamente pela reformulação de processos internos que impactam diretamente o cuidado à beira do leito. No centro dessa mudança estrutural está a rastreabilidade inteligente de Órteses, Próteses e Materiais Especiais (OPME), um setor que deixou de ser encarado como mera rotina de almoxarifado para se consolidar como uma engrenagem vital na segurança do paciente. A especialista Nancy Azevedo de Souza, que acompanha de perto a evolução desse mercado, adverte que a falta de controle rigoroso gera riscos severos e invisíveis no cotidiano das instituições. “Quando não há processos bem definidos, o problema aparece onde não pode: dentro da sala de cirurgia. E ali, cada decisão impacta diretamente a vida do paciente”, afirma.

Nancy Azevedo de Souza, especialista em gestão estratégica de OPME

A especialista Nancy Azevedo de Souza mostra como o controle estratégico de insumos cirúrgicos garante sustentabilidade aos hospitais

A modernização dos hospitais brasileiros passa obrigatoriamente pela reformulação de processos internos que impactam diretamente o cuidado à beira do leito. No centro dessa mudança estrutural está a rastreabilidade inteligente de Órteses, Próteses e Materiais Especiais (OPME), um setor que deixou de ser encarado como mera rotina de almoxarifado para se consolidar como uma engrenagem vital na segurança do paciente. A especialista Nancy Azevedo de Souza, que acompanha de perto a evolução desse mercado, adverte que a falta de controle rigoroso gera riscos severos e invisíveis no cotidiano das instituições. “Quando não há processos bem definidos, o problema aparece onde não pode: dentro da sala de cirurgia. E ali, cada decisão impacta diretamente a vida do paciente”, afirma.

Historicamente, o gerenciamento desses insumos de alto custo enfrenta gargalos crônicos na saúde pública e privada, como desperdícios por prazos de validade expirados, falhas na cadeia logística e ausência de padronização nos registros. Para mudar essa realidade, Nancy construiu uma bagagem sólida fundamentada na prática diária de alta complexidade. Graduada em Enfermagem, com especialização em Instrumentação Cirúrgica e formação em Administração, ela atuou diretamente em procedimentos delicados de neurocirurgia e ortopedia, cenários onde a precisão na conferência dos materiais dita o sucesso da intervenção. Essa dupla visão, técnica e gerencial, fundamenta sua autoridade para liderar a reestruturação operacional do setor.

Atualmente, a necessidade de manter instituições financeiramente viáveis e assistencialmente seguras acelerou a busca por soluções que unam eficiência e responsabilidade técnica. O impacto prático da desorganização logística reflete-se não apenas no aumento de custos para as operadoras, mas também no cancelamento de procedimentos e na exposição desnecessária dos pacientes a falhas sistêmicas. Ao integrar a sensibilidade do ambiente cirúrgico com ferramentas administrativas robustas, o mercado passa a compreender que a governança clínica deve caminhar lado a lado com as decisões orçamentárias. “Eu vivi a realidade hospitalar. Isso me permite tomar decisões administrativas com responsabilidade clínica e visão sistêmica”, destaca a especialista.

Nancy Azevedo de Souza, especialista em gestão estratégica de OPME. Graduada em Enfermagem, com especialização em Instrumentação Cirúrgica e formação em Administração

Do ponto de vista puramente técnico, a rastreabilidade avançada baseia-se no uso de ferramentas tecnológicas essenciais, incluindo a codificação de barras automatizada, o rastreamento minucioso por lotes e sistemas de informação integrados que monitoram o ciclo do produto do fornecedor ao implante. Essas variáveis tecnológicas asseguram uma redução drástica de perdas financeiras, maior exatidão no planejamento orçamentário, conformidade total com as normas regulatórias vigentes e controle logístico eficaz. Romper com o antigo modelo de anotações manuais e planilhas isoladas é o passo definitivo para mitigar riscos assistenciais. “Quando existe organização e rastreabilidade, o hospital deixa de operar no improviso e passa a atuar com previsibilidade. Isso muda completamente o nível de segurança e eficiência”, explica Nancy.

O caminho proposto para a superação desses desafios envolve o fim do isolamento dos departamentos hospitalares, promovendo uma conexão em tempo real entre a logística de suprimentos, o bloco cirúrgico e o faturamento. A especialista defende que o futuro da sustentabilidade médica depende dessa inteligência compartilhada, transformando dados brutos em ferramentas de apoio para auditorias e tomadas de decisão imediatas. Reduzir o desperdício asfixiante de recursos permite que os hospitais reinvistam em tecnologia e na melhoria contínua das equipes. “A gestão de OPME não pode mais ser tratada como uma etapa isolada. Ela precisa estar integrada a toda a estratégia hospitalar”, defende.

Olhando para as perspectivas futuras do setor de saúde global, a inovação estará concentrada no uso de dados preditivos para antecipar demandas cirúrgicas e otimizar os estoques de forma automatizada. Essa evolução eleva o padrão brasileiro a patamares internacionais, atraindo a atenção de mercados altamente regulados e exigentes. Evidenciando a maturidade de sua atuação, Nancy projeta estender sua expertise estratégica para os Estados Unidos, onde os gargalos operacionais guardam semelhanças com o cenário nacional, exigindo respostas igualmente sofisticadas e integradas. “Os desafios são semelhantes em qualquer lugar do mundo. O que muda é o nível de organização e a maturidade da gestão”, analisa.

Nancy Azevedo de Souza, especialista em gestão estratégica de OPME

Em última análise, a consolidação da governança em materiais especiais estabelece um novo paradigma onde a saúde financeira e a proteção à vida tornam-se indissociáveis. A eficiência operacional deixa de ser um indicador puramente contábil e assume seu papel real como salvaguarda da qualidade assistencial em todas as etapas do atendimento. Quando o gerenciamento estratégico atinge a maturidade, todo o ecossistema de saúde é beneficiado, desde os auditores até o paciente na mesa de operação. “Esses insumos fazem parte do tratamento. Quando são bem geridos, o impacto positivo se reflete em todo o sistema do financeiro ao clínico”, pontua Nancy, concluindo com precisão: “Gestão em saúde não é apenas sobre números. É sobre responsabilidade com vidas”.


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