Projeto criado pela psicanalista oferece plano de ação personalizado, apoio terapêutico e orientação financeira; encontros já ocorreram no Brasil e chegarão a Londres, Miami e Lisboa em 2026
Criada no segundo semestre do ano passado pela psicanalista clínica e terapeuta comportamental Vânia Euzebio, a mentoria ‘Despertar da Leoa’ chega à quarta edição com o propósito de ajudar mulheres a superarem bloqueios emocionais, desenvolverem autoconfiança e retomarem o protagonismo de suas vidas.

A mentoria, que já atendeu mulheres em dez países, é conduzida por uma equipe multidisciplinar e tem como base os principais pilares do universo feminino.
“Percebi que a baixa autoestima é o que mais afeta a maioria das mulheres”, afirma Vânia. Segundo ela, esse sentimento está frequentemente ligado ao senso de capacidade e pertencimento, muitas vezes abalados por invalidações vividas na infância.
Ela explica que muitas mulheres têm formação acadêmica sólida, mas não se sentem capazes de atuar em suas áreas ou de ir além profissionalmente.
“Mesmo com diplomas e talentos, elas se sentem travadas”, diz. Para lidar com essas travas, a equipe da mentoria desenvolve um plano de ação individual para cada participante, identificando as áreas de dificuldade e os bloqueios específicos.

Além do apoio emocional e comportamental, a mentoria oferece orientação prática. “Com a Letícia Reis, montamos uma rotina de exercícios físicos personalizada que pode ser feita em casa. Também temos a Vanessa Dal Bosco, uma estrategista financeira que trabalha finanças e investimentos na prática”, afirma Vânia. Um dos focos dessa etapa é tratar o medo da escassez, comum entre mulheres que enfrentaram privações na infância e, por isso, hoje têm dificuldade de desfrutar o dinheiro que conquistaram.
Também há a consultoria de imagem comandada por Marilyn Fentzlaff, responsável por alinhar o estilo das participantes à essência de cada uma. “Elas começam a se vestir conforme realmente são”, afirma. Segundo a terapeuta, muitas mulheres não conseguiam se expressar devido a bloqueios formados ainda na infância. “A crença limitante fica no inconsciente, e muitas carregam isso até hoje. Nosso trabalho é libertar essas mulheres”, completa.
A proposta é fortalecer o sentimento de pertencimento e expansão pessoal, inclusive nos espaços que antes pareciam inacessíveis.
Adrianna, de 35 anos, conta que chegou à mentoria se sentindo sem propósito e vivendo no “modo automático”. Desde que iniciou o processo, relata melhorias no relacionamento com o marido, na vida social e na própria visão de mundo. “Hoje a vida está mais leve”, diz.
Daiane Damasceno, também de 35 anos, moradora de Curitiba, buscou ajuda após anos lidando com sintomas físicos relacionados a um trauma de infância. Após uma sessão, afirma ter alcançado alívio imediato. Ela também relata transformações em sua autoestima e na forma como se enxerga: “Aprendi a me valorizar, a me ver como prioridade”.
Em setembro, durante o encontro presencial para mentoradas em Florianópolis, acontece o lançamento do livro ‘Quando nasce uma leoa – Passos de um legado’, escrito por Vânia. Em um dos trechos da obra, a terapeuta escreve: “cure os seus traumas para que o seu propósito grite mais alto do que tudo o que tentou te parar.”
Além do jantar em setembro, o encontro acontece em novembro, em São Paulo. Em 2026, a mentoria deve chegar a Londres, Miami e Lisboa.