Maurício Meirelles recebeu o piloto Antônio Sena em seu programa Achismos. O rapaz desapareceu enquanto realizava um voo entre os municípios de Alenquer e Almeirim no começo de 2021 e ficou 38 dias perdido na Amazônia.
Em uma entrevista emocionante, Antônio contou detalhes de como fez para sobreviver aos perigos da maior floresta do mundo: “A noite tinha muito medo, dormia com a faca no peito. Eu comia um pão por dia e tomava uma lata de refrigerante a cada dois dias e a agua eu bicava quando tinha muita sede”.
Quando o avião caiu, Antônio conseguiu pegar uma mochila com dez pães, três latas de refrigerante e três garrafas de água e foi isso que o salvou nos primeiros dez dias perdido na selva. Depois o piloto seguiu comendo ovos de animal e frutas que via os macacos comendo.

“A Amazônia são quatro florestas dentro de uma. Passei no meio do Pântano sem saber o que tinha dentro. Tinha momentos que eu tinha que passar por floresta escura eu tinha que levantar cipós de espinho. Meu braço é todo marcado, doía demais. Era íngrime”.
Um dos maiores medos de Antônio, a onça, maior predadora da Amazônia não ofereceu risco a ele: “Foi Deus que me fez não encontrar com uma onça. Tinha uma estratégia de não ficar próximo a fonte de agua, pois os predadores da Amazônia bebem água”.

Para suportar a fraqueza e a fome e conseguir ficar vivo até encontrar uma família de castanheiros da Amazônia e ser resgatado, Antônio se fortaleceu pela fé e pela vontade de ver sua família: “”Minha família era meu propósito e isso me dava forças e me nutria. Tinha momentos que eu me sentia bem lá e isso me trazia culpa. Eu sentia fome e frio. A vida acontece no presente e eu tinha que acordar vivo. Eu tinha uma missão que era caminhar”.