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Analice Nicolau
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Marcus Holanda aguarda decisão do TSE para retornar à presidência do PROS

O julgamento do Tribunal tem até sexta-feira (9) para decidir destino do partido e julgamento segue pelo plenário virtual

Analice Nicolau

08/12/2022 15h00

Desde agosto, o Partido Republicano da Ordem Social (PROS) tem passado por uma verdadeira “dança das cadeiras” da sua presidência. Na época, o Ministro Ricardo Lewandowski, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), deferiu liminar que tirou o policial civil aposentado Marcus Holanda e transferiu a presidência da legenda para Eurípedes Júnior, investigado por diversos crimes.

Candidato a deputado federal, Luciano Vigilante

Com Eurípedes Júnior no comando do partido nas eleições de 2022, o PROS fez o repasse de mais de R$ 18 milhões do fundo eleitoral para candidatos que tiveram resultado inexpressivo. A maioria desses candidatos não conseguiu atingir nem 500 votos nas disputas federais e estaduais, o que levantou suspeitas de que eram candidaturas apenas de fachada.

Candidato a deputado distrital, Berinaldo Pontes

O cenário político partidário do PROS tem um histórico de corrupção atrelado a dirigentes partidários e competição pela presidência da legenda, o que torna as suspeitas sobre repasses ainda maiores.

Candidato a deputado do Distrito Federal, Pastor Omar

A Polícia Federal (PF) está analisando casos de denúncias sobre alguns candidatos do partido e o inquérito tramita em sigilo. Dos suspeitos, foram identificados casos de candidatos com recursos públicos e votações inexpressivas em 13 Estados (Acre, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Roraima e São Paulo) e no Distrito Federal.

Candidata federal por Goiás, Talitta Di Martino

No dia 30 de novembro, a PF realizou uma operação no Amazonas, na qual foi registrada um dos casos com maior suspeita de desvio de recursos públicos do fundo eleitoral repassados pelo PROS. O alvo da operação foi a candidata a deputada federal Adriana Mendonça (PROS) e seu ex-marido Henrique Oliveira (Podemos), ambos beneficiados com recursos públicos do PROS nas eleições deste ano.

Candidata federal, Adriana Mendonça

Além destes, há outros suspeitos: candidato a deputado federal, Luciano Vigilante (Recebeu R$400.000,00 e obteve 103 votos); candidata a deputada federal, Dra. Maju Monteiro (Recebeu R$400.000,00 e obteve 362 votos); candidata federal Adriana Mendonça (Recebeu R$3.000.000,00 e obteve 240 votos); candidato federal por São Paulo, Sandro do Pros (Recebeu R$2.000.000,00 e obteve 496 votos); candidato federal pelo Pará, Márcio Xavier (Recebeu R$1.500.000,00 e obteve 436 votos); candidato distrital Berinaldo Pontes (Recebeu R$1.210.000,00 e obteve 1964 votos); candidato federal por Goiás, Carapô (Recebeu R$950.000,00 e obteve 2054 votos); candidata federal por Goiás, Talitta Di Martino (Recebeu R$755.577,50 e obteve 2603 votos), e candidato no Distrito Federal, Pastor Omar (Recebeu R$250.000,00 e obteve 1428 votos); candidato no Distrito Federal.

O atual presidente do PROS possui uma extensa e antiga ficha de acusações e inquéritos

Eurípedes Júnior

O atual presidente do PROS possui uma extensa e antiga ficha de acusações e inquéritos. Investigações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal (MPF) indicam que teria havido superfaturamento em contratos na prefeitura de Marabá entre 2012 e 2016. O político também é acusado de utilizar o dinheiro público para a compra de um helicóptero, mansões, avião bimotor e contratar funcionários terceirizados por meio de empresas de parentes. Além disso, investigações da PF e do MPF mostram o uso de documentos falsos por Eurípedes Júnior: são três nomes, três números de RG e três de CPF diferentes. Fora a acusação de agressão física contra sua filha.

No momento, a ala liderada por Marcus Holanda aguarda uma possível decisão do TSE que possa devolver o controle do partido. O Tribunal tem até esta sexta-feira (9) para definir se o Partido Republicano da Ordem Social continuará ou não sob o comando do atual presidente. O julgamento está acontecendo pelo plenário virtual do TSE. Nesse formato, os ministros fazem o registro dos seus votos no sistema do Tribunal, ou seja, sem leitura individual de cada voto.

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