A especialista Mara Graf estrutura obra de acolhimento emocional no Palácio Marcos Konder para ressignificar o luto familiar em Santa Catarina
A comunicadora, pedagoga e economista Mara Graf, articulista do portal Diarinho.net e apresentadora da rádio Conceição FM em Itajaí, consolida sua autoridade no desenvolvimento humano ao lançar oficialmente a obra “Eu, ressignificando o luto e seguindo adiante”. O lançamento ocorreu no Museu Histórico de Itajaí, abrigado no icônico Palácio Marcos Konder, marcando o início de uma nova fase literária inspirada em mais de duas décadas de dedicação ao cuidado familiar. A solenidade reuniu personalidades locais e leitores para celebrar uma trajetória fundamentada na educação, na análise econômica e na prática terapêutica.
Graduada pela Universidade do Vale do Itajaí (Univali), Mara construiu uma sólida carreira acadêmica como docente nos cursos de Economia, Administração, Ciências Contábeis e Comércio Exterior, integrando também o Conselho Superior da instituição. Com aperfeiçoamento internacional na Universidade de Havana, em Cuba, e domínio de idiomas como inglês, italiano, espanhol e turco, a autora aliou a visão analítica das ciências humanas a 22 anos de atuação direta como cuidadora de seus pais. Esse ciclo de dedicação e o posterior enfrentamento da perda materna fundamentaram a transição para sua atuação no campo da saúde holística.
A perda familiar e o desafio de superar um quadro severo de depressão transformaram-se em matriz de pesquisa e acolhimento para a autora. Em vez de paralisar diante da dor, Mara buscou capacitação técnica e espiritual para estruturar atendimentos focados na reconstrução emocional de pessoas em sofrimento. Essa jornada perpassa especializações como mestrado em Reiki, técnicas de Barras de Access e ThetaHealing, convertendo a vivência pessoal do luto em uma metodologia de escuta ativa e acolhimento humano que norteia tanto suas consultas terapêuticas quanto sua produção intelectual.

A escolha do Palácio Marcos Konder para a noite de autógrafos carrega um valor histórico e afeto pessoal incontestável para a família da escritora, por ter sido o posto de trabalho de seu pai. Revisitando essa conexão durante a cerimônia, Mara Graf afirmou que “voltar a este espaço agora para lançar este livro é como se a vida fechasse um ciclo com mais consciência e memória”, destacando que a escrita funcionou como um ato de coragem para ressignificar o sofrimento. A obra compila relatos e ferramentas para guiar o leitor através das etapas da perda.
A solenidade de lançamento enfatizou a relevância de redes de apoio durante processos de luto e reconstrução pessoal, homenageando expressamente a amiga Creuza Albuquerque da Fonseca pelo amparo incondicional. Refletindo sobre a presença desse amparo nos momentos mais complexos, a terapeuta ressaltou que “encontrei mãos estendidas quando menos esperava e pessoas que acolheram minha dor para fazer toda a diferença”, demonstrando que a superação individual está conectada à solidariedade e ao acolhimento comunitário.
Além da literatura, a presença comunicacional de Mara se consolida diariamente no jornalismo regional e no rádio com o programa Vida Positiva, expandindo o alcance de suas reflexões sobre inteligência emocional. Projetando seus próximos passos no mercado editorial, a autora revelou que “a escrita se tornou um canal de cura e hoje já tenho romances finalizados para publicação em breve”, destacando uma obra ambientada na Turquia fruto de seus estudos dedicados ao idioma e às artes. Essa disciplina diária na comunicação fortalece sua voz como referência em desenvolvimento humano.
A consolidação do livro marca a maturidade de uma trajetória que une rigor acadêmico, sensibilidade terapêutica e vocação comunicativa para transformar experiências pessoais em ferramentas de amparo coletivo. Sintetizando sua filosofia diante do público, a comunicadora reiterou que “mesmo nos momentos mais difíceis existe dentro de nós uma força que nos conduz adiante”, guiada pelo princípio cotidiano de receber, aceitar, agradecer e abençoar cada ciclo de vida. A obra estabelece uma ponte entre a dor inevitável e a possibilidade real de recomeço com propósito.