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Analice Nicolau
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Mapeamento genético revela tendência à intolerância à lactose, que está relacionada aos nossos ancestrais

Atualmente, quase um terço da população mundial sofre com essa condição, que pode ser diagnosticada antes mesmo dos sintomas surgirem, através de método indolor

Analice Nicolau

30/05/2022 13h00

Atualmente, quase um terço da população mundial sofre com essa condição, que pode ser diagnosticada antes mesmo dos sintomas surgirem, através de método indolor

Estima-se que cerca de 70% dos brasileiros são intolerantes à lactose e que, aproximadamente, 60% destas pessoas nem sabem disso, já que a maioria tem a forma tardia da condição, que ocorre após os quatro anos de idade. No entanto, apenas 10% a 15% apresentam sintomas.

Atingindo atualmente aproximadamente um terço da população mundial, a intolerância à lactose evoluiu de acordo com os hábitos alimentares da humanidade. Estima-se que o hábito de consumir a bebida começou na Europa, na era do Bronze, e, aos poucos, essa frequência no consumo resultou em uma mutação que recuperou a capacidade de digestão da lactose, tornando a população capaz de consumir leite novamente, fato que há dez mil anos não acontecia.

Segundo Ricardo di Lazzaro Filho, médico especialista em Genética e fundador da Genera, primeiro laboratório brasileiro especializado em genômica pessoal

De acordo com pesquisas, é comprovado que a deficiência em lactase varia de acordo com os grupos étnicos e está relacionada a utilização de produtos lácteos na dieta. Por exemplo, populações que dependiam mais da pecuária do que da agricultura, consumiam muito leite e laticínios em geral, e isso impactou em menores índices de intolerância à lactose em relação àquelas que dependiam mais da agricultura para sobreviver. A necessidade de consumir o leite de animais fez com que o organismo se adaptasse a essa nova dieta.

Segundo Ricardo di Lazzaro Filho, médico especialista em Genética e fundador da Genera, primeiro laboratório brasileiro especializado em genômica pessoal, essa mutação se espalhou rapidamente entre as populações, em especial, naquelas que viviam da agricultura.

“Por ser um alimento nutritivo, energético e gorduroso, o leite pode ter sido uma alternativa aos períodos de escassez de alimentos, fazendo com que o organismo se adaptasse a essa nova era. Assim, é possível relacionar essa condição à ancestralidade de cada pessoa”, explica o especialista, um dos nomes premiados no “Inovadores com menos de 35 anos na América Latina 2020”, promovido pelo MIT Technology Review, edição em espanhol da revista do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (EUA).

Atualmente, o diagnóstico para intolerância pode ser feito por meio da análise dos sintomas ou após a realização de exames, como respiratório, de sangue, de fezes ou biópsia do intestino, de acordo com a solicitação do gastroenterologista.

E complementa: “A intolerância é definida como a deficiência do organismo em produzir a lactase, enzima responsável por digerir o açúcar do leite, a lactose. O gene LCT, presente no cromossomo 2, é responsável por uma proteína envolvida no funcionamento da enzima lactase, que está totalmente ativa nos primeiros anos de vida. Com o crescimento e a diminuição do consumo exclusivo de leite, o nível desta enzima vai diminuindo e, consequentemente, a capacidade de digerir o leite e seus derivados também”.

Primeiro laboratório brasileiro especializado em genômica pessoal que realiza testes de ancestralidade, saúde e bem-estar no Brasil, o Genera foi criado por Ricardo Di Lazzaro e André Chinchio e atua no mercado desde 2010, com foco em inovação, com presença no Brasil, Argentina e Uruguai, com o objetivo de oferecer caminhos mais acessíveis para o autoconhecimento e que auxiliam na busca por uma vida mais saudável.

o especialista, um dos nomes premiados no “Inovadores com menos de 35 anos na América Latina 2020”, promovido pelo MIT Technology Review, edição em espanhol da revista do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (EUA)

Atualmente, o diagnóstico para intolerância pode ser feito por meio da análise dos sintomas ou após a realização de exames, como respiratório, de sangue, de fezes ou biópsia do intestino, de acordo com a solicitação do gastroenterologista.

Há também um método indolor e moderno que realiza o mapeamento genético, com o objetivo de analisar a predisposição genética ao desenvolvimento dessa condição, através da análise de uma pequena amostra de saliva, técnica esta realizada pelo Genera, o que impacta positivamente na vida da pessoa, que pode descobrir antecipadamente a condição e, com isso, buscar um tratamento médico adequado.

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