Muitas drogas são proibidas no Brasil no intuito de evitar que as pessoas se tornem dependentes dessas substâncias tóxicas. Mesmo com a proibição, estima-se que mais de 1,5 milhão de pessoas fume maconha no país.
Enquanto muitos lutam contra a planta, muitos são a favor do uso dela de forma medicinal. Uma médica chegou a relatar os benefícios da cannabis como uma alternativa para tratar o vício em drogas.

O canabidiol já é usado em diversos países no tratamento de doenças psiquiátricas e neurodegenerativas, como epilepsia, esclerose múltipla, mal de Parkinson, esquizofrenia e ansiedade
A maconha é uma das drogas mais famosas do mundo e é liberada em vários países de forma medicinal. De acordo com o World Drug Report, o número de usuários da planta no mundo todo pode chegar a quase 200 milhões.
A médica Maria Teresa Jacob, membro da Society of Cannabis Clinicians (SCC), luta a favor da planta e diz que ela pode ser usada de forma positiva para sociedade, ajudando no tratamento da toxicodependência.

Dra. Maria Teresa atua no tratamento de Dor Crônica desde 1992 e há alguns anos em Medicina Canabinóide para diversas patologias em sua clínica localizada em Campinas
“Isso ocorre porque o vício está ligado aos efeitos psicoativos, o que não acontece quando falamos em cannabis para uso medicinal. Os medicamentos seguem padrões farmacêuticos e, quando há presença de THC, a quantidade é muito menor que a encontrada na maconha recreativa quando entra em combustão e, portanto, não causam alucinações”, afirma a médica.

Um estudo publicado no periódico Neuropsychopharmacology apontou que os efeitos ansiolíticos do CBD são capazes de atenuar a ansiedade causada pelo uso crônico, que é um fator de risco para as recaídas
A especialista afirma que o canabidiol (ou CBD) presente na planta não é psicoativo e nem causa dependência. Ele pode ajudar a regular os neurotransmissores e diminuir a sensação de prazer causada pelo uso das substâncias psicoativas.

Dra. Maria Teresa é formada pela Faculdade de Medicina de Jundiaí, com residência médica em Anestesiologia. Pós-graduada em Endocanabinologia, Cannabis e Cannabinoides pela Universidade de Rosário, na Argentina
“O CBD age em diferentes circuitos cerebrais, que são responsáveis pelas sensações de recompensa e de prazer, eliminando assim a necessidade de uso da droga. Os fitocanabinóides modulam a liberação dos neurotransmissores, fazendo o papel dos endocanabinoides no organismo, e equilibram o que está em desequilíbrio”, finalizou.