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Analice Nicolau
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Lula escolhe RedeTV! para falar sobre futuro encontro com Joe Biden e guerra entre Ucrânia e Rússia

O presidente da república concedeu entrevista exclusiva para o ‘É Notícia’, programa comandado por Kennedy Alencar

Analice Nicolau

06/02/2023 9h00

O presidente da república concedeu entrevista exclusiva para o ‘É Notícia’, programa comandado por Kennedy Alencar

O É Notícia está de volta à programação da RedeTV!. O programa de entrevistas ocupou a programação da emissora entre 2008 e 2013, período em que o Kennedy Alencar trabalhou no canal. O jornalista entrevistará, semanalmente, políticos, economistas, juristas e personalidades de destaque em suas respectivas áreas de atuação.

O retorno de Kennedy Alencar para a RedeTV! aconteceu no início de 2023, quando ele participou da cobertura da posse de Luiz Inácio Lula da Silva. Além disso, o jornalista integra a equipe da empresa como Conselheiro Editorial da Presidência, diretor da sucursal de Brasília e comentarista político do RedeTV! News.

A reestreia do É Notícia aconteceu na última sexta-feira (03) e realizou com exclusividade a primeira entrevista de Lula para um canal de TV aberta desde o início do governo atual.

Durante a entrevista diversos temas foram abordados, entre eles o futuro encontro com o presidente dos Estados Unidos. Kennedy Alencar perguntou a Lula o que ele espera da conversa com Joe Biden e questionou se temas como o meio ambiente, a questão da defesa da democracia, a preocupação com avanço da extrema-direita, é o fim da guerra entre Rússia e Ucrânia, serão prioridades?

O presidente afirmou que os temas serão tratados. “É um pouco de tudo porque, veja bem, eu tenho interesse em discutir com o presidente Biden a relação comercial entre Brasil e Estados Unidos. Portanto, entra no debate de comércio, no debate econômico. Eu tenho interesse em discutir a relação dos Estados Unidos com a América do Sul, e sobretudo com o Mercosul. Eu tenho interesse de conversar com presidente dos Estados Unidos a questão climática, porque a questão climática nós precisamos ter consciência que precisamos ter uma governança mundial mais forte, mais representativa, para que as decisões, nos fóruns internacionais, que decide sobre política climática, sejam executadas dentro dos países, sem precisar dos Congressos, sabe? A nível nacional. E depois eu quero discutir a guerra da Rússia e da Ucrânia, porque é importante a gente discutir, porque não tem ninguém falando em paz”.

O jornalista perguntou se objetivo de Lula é criar um grupo de países para lidar com questões da guerra da Rússia e da Ucrânia. O presidente respondeu que a proposta é criar uma espécie de G20. “Pode ser G10, G5, quantas pessoas precisarem, mas eu estou pensando na China, que é um país extremamente importante, eu estou pensando na Índia, que é um país muito importante, eu estou pensando na Indonésia; estou pensando no Brasil, estou pensando no México, estou pensando na Argentina, ou seja, um grupo de países que não tem nada a ver com guerra, que não vendeu armas, que não deu dinheiro, ou seja, um grupo de países que pode ter facilidade de conversar tanto com o presidente da Ucrânia quanto com o presidente da Rússia. O que eu acho é que a coisa está muito delicada, porque a União Europeia, mesmo sem querer, está dentro da guerra. não tem mais interlocução. Você não vê no jornal alguém falando em paz. Quem deveria falar são os Estados Unidos. Eles querem que o Putin faça, sabe, ou seja, que o Putin saia derrotado. Eu acho que não é necessário ninguém sair derrotado. O que é necessário é que a humanidade ganhe e a humanidade vai ganhar quando tiver paz. A Ucrânia voltar à normalidade, a Rússia voltar à normalidade, e, ao invés de guerra, mais emprego, mais trabalho, mais renda para o povo que precisa muito nesse momento.”

Ainda sobre a guerra da Rússia e da Ucrânia, Kennedy Alencar questionou o presidente sobre a possibilidade de o Brasil fornecer munição para Ucrânia. Isso porque tanto o presidente Emmanuel Macron, quanto o Olaf Scholz, chanceler, primeiro-ministro alemão queriam que Brasil ajudasse com armamentos. Mas se Biden fizer a mesma proposta, receberá a mesma resposta de acordo com Lula.” O Brasil não pode fornecer, não deve fornecer e é a melhor posição, porque como eu acho que tem que ter um grupo de países que resolvam discutir a questão da paz, se o Brasil ceder, sabe, ou vender a sua munição para Alemanha e a Alemanha entregar para a Ucrânia e a Ucrânia tirar e morrer um soldado russo com a munição fabricada no Brasil, o Brasil entrou na guerra. E nós não queremos que o Brasil entre na guerra, nós queremos que o Brasil construa a paz. E o Brasil tem autoridade política de discutir esse assunto tanto com Biden quanto com a Alemanha, a França, e sobretudo com a China, que eu acho que é peça fundamental para a gente encontrar uma solução para essa guerra”.

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