O Grupo Mulheres do Brasil lança oficialmente, no próximo dia 13 de maio, o seu núcleo em Nova York. O movimento político suprapartidário reúne mais de 100 mil participantes de 122 cidades do Brasil e 39 no exterior e trabalha voluntariamente em prol de um mundo mais equitativo.
A executiva brasileira Luiza Helena Trajano, que comanda a rede de varejo Magazine Luiza, é também a presidente do grupo e estará presente na ocasião, junto a lideranças locais, no auditório da PwC, em Nova York, que será aberto à comunidade brasileira da região. A empresária também será homenageada pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos com o título “Personalidade do Ano 2020”.

“As mulheres que vivem distantes de seu país de origem passam por realidades às vezes muito difíceis, seja no campo pessoal ou profissional. Nos últimos anos, essas situações foram ainda mais agravadas com a pandemia e todos nós pudemos vivenciar a importância da solidariedade e a diferença que o trabalho voluntário faz na vida das pessoas. Por isso, nós queremos abraçar e acolher as brasileiras que moram em Nova York e estimulá-las a serem protagonistas de uma nova história e se engajarem nas causas femininas que envolvam a sociedade como um todo”, afirma Luiza.
O grupo foi criado em 2013 por 40 mulheres de diferentes áreas, com o objetivo de envolver a sociedade civil na conquista de melhorias para o país. Com mais de 98 mil participantes no Brasil e no exterior, a iniciativa quer se tornar o maior grupo político suprapartidário do país.

O núcleo de NY surgiu através de Alejandra Merklen publicitária, ex-executiva da Unilever e Coach de Carreira, que vive em New Jersey há 13 anos, de Andrea Eboli, executiva de marketing, que vivia na época em Nova York, e, posteriormente, de Eliane Mazzola Garcez, arquiteta, ex-executiva da Eletropaulo, que mora em Nova York há 19 anos, que importaram a ideia para apoiar a comunidade brasileira nos Estados Unidos.
Estima-se que a população brasileira na região de Manhattan, incluindo o chamado “Tri-State”, que engloba Nova York, New Jersey e Connecticut, tenha por volta de 500 mil pessoas.
“Sempre respeitando um dos inegociáveis do grupo de ‘não reinventar a roda’, nossa ideia sempre foi de maximizar os projetos já existentes. Nosso trabalho focou então nesses dois pilares: apresentar o projeto às mulheres brasileiras buscando voluntárias e, ao mesmo tempo, mapear e conhecer as organizações brasileiras na região, bem como suas ações em andamento. A partir daí começamos a desenvolver projetos em cada área que a comunidade brasileira tinha carência de apoio. E, assim, criamos nossos comitês de atuação”, explicam as líderes.
As causas em que o Grupo Mulheres do Brasil atua são chamadas de comitês. Em Nova York, essas causas se dividem em Arte e Cultura, Combate à Violência contra a Mulher, Educação, Transição Cultural, Empreendedorismo, Integração Social, Inserção do Imigrante, Políticas Públicas e Saúde.

Com iniciativas que acontecem já há pouco mais de três anos, inclusive na pandemia, as ações já consolidadas pelo grupo mostram que o Núcleo Nova York vem fazendo a diferença na vida das brasileiras e dos brasileiros imigrantes, através de ações como, por exemplo, a produção da Cartilha da Mulher, Cartilha da Criança e do Adolescente, Plano de Ação Familiar NY; o acolhimento de vítimas de violência; realização de workshops e seminário de Empreendedorismo; o projeto Contaí, que dá visibilidade aos artistas brasileiros, e muitas outras.
A abertura do Núcleo Nova York integra a estratégia de expansão da iniciativa, que vem transformando realidades através do envolvimento da sociedade civil em ações que estimulam a participação e o protagonismo feminino nas diversas temáticas em que o grupo atua.
“Estamos presentes em 151 diferentes localidades. Com a abertura dos Núcleos no exterior, como é o caso de Nova York, o grupo cresce não apenas em número de participantes, mas ampliando a capacidade de transformação e propiciando o engajamento de mais mulheres no Movimento”, conclui Lilian Leandro, diretora de expansão do Grupo Mulheres do Brasil.