Lou Garcia, uma das principais vozes da Geração Z, apresenta seu álbum de estreia, “KARUMA”. O título escolhido remete ao termo japonês ???, que significa “carma”. A narrativa visual do projeto, adiantada pelos videoclipes de quatro faixas previamente lançadas em datas simbólicas ao longo deste ano, flutua entre o mundo real e o mundo dos sonhos.

Cada um deles, que transpira sensibilidade a cada verso, é conectado por elementos que se repetem e revelam um pouco mais sobre a relação íntima e antagônica da artista com a misteriosa personagem, cujo rosto é escondido por uma máscara de coelho.
A cantora, que soma mais de 50 milhões de streams nas plataformas digitais, divulgou em 2023 “ainda te busco”, no dia 03 de março; “sen(ti)r perdeu a graça”, em 04 de abril; “vou te respirar”, em 05 de maio; e “incendiou”, em 06 junho.

Com destaque para a quinta canção do disco, “te querer tanto”, que chega ilustrada por seu próprio videoclipe. Disponibilizado no YouTube, o vídeo representa um novo capítulo da experiência onírica, mas ao mesmo tempo realista, proposta pelo projeto.
“Todas as músicas são da minha autoria. São músicas que são muito pessoais e íntimas para mim. Assim, todo sentido e músicas foram feitos de corpo e alma. No estúdio, foram músicas imersivas, músicas que a gente tentou levar sempre para o lado mais conexão possível no sentido de tudo, de base da música, letra, melodia, arranjo, sempre tentando deixar tudo bem ligadinho, conectado.” conta Lou.
“São músicas que, por ter muito sentimento e por ter muita verdade, acho que as pessoas sentem isso quando escutam, são músicas muito verdadeiras, que quando você ouve dá pra sentir que tem alma, tem coração, tem história.” completa.
No visual de “te querer tanto”, Lou buscou retratar a sensação de idealizar outra pessoa, atribuindo a ela uma imagem que não é real. Inclusive, a faixa é a queridinha da cantora no momento: “Eu estou ouvindo muito “te querer tanto”. Não gosto de falar a faixa favorita porque sou suspeita para falar disso, mas essa é uma música que não está saindo da minha cabeça. O refrão tá toda hora aqui, ó, rodando, rodando, rodando, rodando.”
Marcado pela contribuição da dupla Gustavo Schirmer (produção) e Nico Braganholo (mix e master), o disco traz outras cinco músicas inéditas: “te amar vai me matar (lento)”, “o amor (acabou)”, “vendo você se pôr”, “substituível” e “despedida” — sendo esta última a que mais representou um desafio para Lou na composição. “A música ‘despedida’ foi uma das mais difíceis de fazer exatamente porque eu estava numa fase em que eu queria jogar tudo pra fora. E não queria mais sentir o que eu sentia”, explica a cantora. “A música passa a ideia de que o sentimento acabou, mas, ao mesmo tempo, sugere que ele ainda pode voltar. Ela contém essa dualidade de sentimentos. Enquanto você sente que superou, também ainda guarda coisas dentro de si. A sensação é de estar vivendo ambos os lados”.
“Ainda te busco”, seu primeiro single pela Universal Music Brasil, composto por Lou Garcia e Gustavo Schirmer, deu início à divulgação de “KARUMA” em datas iguais. A revelação dos singles serviu para amarrar o simbolismo proposto pela artista em cada etapa do projeto, atribuindo aos próprios dias de lançamento um ponto em comum que enfatizasse o quanto tudo está relacionado, assim como em momentos cíclicos da vida.
KARUMA já está disponível em todas as plataformas digitais e sobre o recebimento do público Lou pontua: “O álbum foi lançado dia 7/7, dia 8/7 as pessoas já estavam gritando, cantando, então acredito que elas receberam bastante bem no sentido de terem se identificado, mesmo que as músicas sejam mais densas, mais tristes, não que todas sejam assim, mas são letras que são muito reais, as pessoas sentiram, eu vi algumas chorando, gritando… acho que foi um álbum recebido com o coração, não tem outra palavra para falar assim, coração.”
Sobre o significados das datas de lançamento de cada single do álbum, a cantora fala: “Então elas representam a época que eu estava compondo. Eu estava muito conectada com o universo, fazendo muita meditação, eu tinha aquelas Pedrinhas de Cristal e ficava com elas perto de mim e sempre escrevia alguma música, eu ficava de bem cedo, até à noite escrevendo, fazendo várias ideias e eu sempre via horas iguais. Então teve um dia específico que eu pensei, “por que eu não lanço músicas em datas iguais?”. Então desde então faço isso num ciclo de sempre lançar em datas iguais.”
Lou, que traz consigo a potência do indie pop nacional, acredita que aquilo que as pessoas projetam ao mundo um dia acaba voltando para elas mesmas. “Acreditava que o universo ia me dar o que eu projetasse”, disse Lou, ao lembrar de sentir boas vibrações sempre que conferia o relógio durante o processo de composição e se deparava com números repetidos. Sobre os mistérios envolvendo “KARUMA”, Lou reforça que o primeiro disco está longe de ser o fim dessa história. “Com certeza, não é algo que a gente vai encerrar agora. Acredito que para encerrar esse ‘universo KARUMA’ só no próximo álbum”, revelou.
Há um ano, exatamente em 07/07, a cantora lançava a faixa “Não Fosse Tão Tarde”, que viralizou. O sucesso da canção agiu como a faísca necessária para deflagrar os acontecimentos seguintes.
Inspirada por artistas como Lana Del Rey e Pitty, Lou define seu estilo como indie room, música feita dentro do quarto. É assim como surgem suas composições intimistas, que são caracterizadas por refrões envoltos por uma atmosfera retrô, mas, ao mesmo tempo, são marcadas por melodias contemporâneas.
Enquanto o carma é o conceito utilizado como o ponto de ligação entre as dez faixas do disco, a cantora baiana de 22 anos, ressignifica o poder que as canções tristes têm em tocar os corações do público. Outra ideia central presente no álbum é a multiplicidade de sentimentos concomitantes que disputam, de forma intrínseca e raramente indolor, o espaço do coração de cada indivíduo.
Quanto ao sentimento da tristeza propriamente dito, Lou avalia ser necessário abraçá-lo quando ele aparece. “É um álbum que tem essa coisa de ter batidas muito felizes, de ter letras dolorosas, mas também de mostrar que a tristeza é necessária. Está tudo bem você sentir tristeza. [A música] não é algo que precisa ser triste de letra e também de batida. Pode ser algo que você consiga chorar dançando”, destacou.
Lou conta que o álbum foi todo criado com muito carinho e em meio a muito amor envolvido. “Esse trabalho representa o início de tudo. O KARUMA é algo que eu trabalhei com minha alma, com minha vida, com tudo. Então é o primeiro álbum de muitos que estão por vir, que eu estou me mostrando para as pessoas e isso significa muito pra mim. O KARUMA está ligado ao universo e tudo que eu gosto e me identifico.”
Dona do hit viral “Não Fosse Tão Tarde”, Lou Garcia, que já havia despontado como uma promessa musical da geração Z ao participar do programa The Voice Kids, em 2016, foi indicada ao TikTok Awards em 2022 na categoria “Não Nasci, Estreei!”.