Marca catarinense une o rusticidade e sofisticação em peças que evocam o aconchego, a elegância e a beleza das paisagens nacionais; loja em Florianópolis será a primeira no Brasil a receber a coleção
A moda brasileira interrompe o ruído das tendências passageiras para ouvir o silêncio das montanhas. O lançamento da coleção “Serrana”, da catarinense Lez a Lez, não é apenas uma troca de vitrine, mas um movimento estratégico que redefine o conceito de “quiet luxury” sob a ótica nacional. Em um mercado que movimenta bilhões e posiciona o Brasil como o quinto maior produtor têxtil do mundo, a marca prova que a sofisticação real não precisa atravessar o oceano; ela reside na neblina dos nossos parreirais e no toque das fibras que respeitam o amanhã.
O cenário atual do varejo de moda exige mais do que estética; exige alma e procedência. Santa Catarina, o segundo maior polo têxtil do país, responde por cerca de 27% da produção nacional do setor, e é neste berço de excelência que a Lez a Lez lapidou sua identidade desde 2006. A nova coleção surge em um momento em que o consumidor busca o “slow living”, um retorno ao essencial que valoriza o tempo e a textura. Ao escolher as paisagens de Grão-Pará (SC) como moldura, a marca não apenas vende roupas, mas exporta o lifestyle de um Brasil que sabe ser elegante em meio ao frio.
No epicentro dessa narrativa está Priscila Martellini Altmayer, Head de Estilo da Lez a Lez, que lidera a transição criativa para um inverno sensorial. Sob a chancela do Grupo Lunelli, gigante que emprega milhares de colaboradores e é referência em gestão humanizada, Priscila desenhou uma mulher que transita entre a introspecção e a celebração. A proposta é clara: unir o rústico ao sofisticado sem perder a fluidez que é DNA da marca. Não se trata apenas de vestir, mas de materializar uma conexão íntima com a natureza e com a própria história da moda catarinense.

A transformação é palpável quando saímos da dependência de referências europeias para um protagonismo estético genuinamente brasileiro. De uma moda puramente urbana para uma experiência que evoca o aconchego dos ambientes serranos, a coleção Serrana utiliza texturas que narram histórias. A transição da passividade estética para a ação consciente se reflete no uso de materiais como lyocell e viscoses responsáveis, provando que o luxo contemporâneo é, obrigatoriamente, um compromisso com a regeneração do meio ambiente e a longevidade da cadeia produtiva.

O impacto desse lançamento será sentido primeiro em Florianópolis, Santa Catarina, com a reabertura da loja no Villa Romana Shopping, na próxima quarta-feira, dia 15 de abril. Este espaço não é apenas um ponto de venda, mas um hub de experiência sensorial com projeto arquitetônico focado em iluminação e fluidez. Dados do setor indicam que lojas conceito aumentam o engajamento do cliente em até 40%, e a Lez a Lez aposta nessa exclusividade para apresentar suas peças-chave: tricôs encorpados, camurças e alfaiataria estruturada. O impacto coletivo se estende à valorização da mão de obra regional e ao fortalecimento do selo “Made in Brazil”.

Elevar a conversa para o patamar estratégico significa entender que o sucesso da Lez a Lez sinaliza uma tendência maior: a regionalização do luxo global. O Brasil finalmente aprendeu a olhar para dentro para se projetar para fora, transformando elementos bucólicos em ativos de alto valor agregado. Essa maturidade do setor têxtil catarinense é o que garante a competitividade no mercado internacional, onde a autenticidade é a moeda mais valiosa. Inovar, aqui, não é inventar o novo, mas resgatar o eterno com a tecnologia e a consciência que o futuro exige.

A coleção “Serrana” é o espelho de uma marca que compreendeu que o verdadeiro legado se constrói com consistência e olhar humanizado. A partir de 6 de maio, quando o lançamento oficial ganhar o e-commerce e as lojas de todo o país, o mercado reconhecerá que a sofisticação catarinense eleva o resultado de todo o setor nacional. Investir na Lez a Lez é, em última análise, investir no futuro de uma moda que respeita o tempo, a terra e a mulher.