Neste sábado, 29 de julho, o Centro do Rio de Janeiro será palco da 12ª Lavagem do Cais do Valongo, uma cerimônia de profundo significado que celebra a ancestralidade dos povos africanos que foram escravizados e chegaram ao Brasil através desse histórico porto. O evento, que acontece todos os anos, será liderado pela Iyalorixá Mãe Edelzuita de Oxalá, uma importante liderança religiosa e cultural.

O Cais do Valongo, localizado na Região da Pequena África, foi o principal ponto de desembarque de mais de um milhão de africanos escravizados nas Américas durante o período colonial. Infelizmente, ao longo dos anos, a história desse local foi alvo de tentativas de apagamento e esquecimento, buscando silenciar a memória daqueles que sofreram e resistiram naquele espaço.

No entanto, a Lavagem do Cais do Valongo tem se firmado como uma expressão poderosa de resistência e preservação da memória ancestral. Através de rituais e celebrações, a cerimônia honra os antepassados e mantém viva a história dos africanos que passaram por ali.

Além disso, como parte dos esforços para preservar esse importante patrimônio histórico, o Cais do Valongo tem passado por obras de valorização e requalificação. O projeto, sob a responsabilidade do Instituto de Desenvolvimento e Gestão (IDG), iniciou neste mês de julho e tem previsão de conclusão até novembro. O investimento de mais de R? 2 milhões é proveniente da transmissora de energia elétrica State Grid Brazil Holding, através da linha de Investimento Social para Empresas (ISE) do BNDES.
Com a sinalização do sítio arqueológico e a instalação de módulos expositivos, a revitalização do Cais visa proporcionar uma experiência mais completa aos visitantes, possibilitando uma conexão mais profunda com a história e o legado dos africanos que chegaram ao Brasil.