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Analice Nicolau
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Jornalista especializado em educação apresenta sua obra “O ponto a que chegamos: duzentos anos de atraso educacional e seu impacto nas políticas do presente”

Antônio Góis é presença confirmada na 3ª edição da Feira Literária de Tiradentes – FLITI

Analice Nicolau

14/10/2022 11h00

O jornalista especializado em educação, Antônio Góis estará na 3ª edição da Feira Literária de Tiradentes — FLITI, que ocorre entre os dias 03 e 6 de novembro, em Tiradentes-MG.

Antônio Gois irá apresentar sua obra “O ponto a que chegamos: duzentos anos de atraso educacional e seu impacto nas políticas do presente” que investiga as raízes profundas do atraso brasileiro nesse setor e defende que “entender a trajetória da educação no Brasil até o ponto a que chegamos é parte fundamental do esforço para melhor diagnosticar os desafios atuais, evitando soluções simplistas para problemas estruturais complexos”. 

3ª Edição da Feira Literária homenageará Ziraldo

Para o autor, o atual quadro insatisfatório da educação brasileira é resultado de um longo histórico de descaso e de decisões equivocadas, que cobram um preço alto ao país até hoje. Ele busca explicar, em linguagem acessível a um público amplo, como, desde a Independência, a despeito de generosas promessas em discursos e leis, foi construído o atraso em relação a países desenvolvidos, ou mesmo frente a algumas nações vizinhas. Também analisa alguns tópicos do atual debate público à luz desse passado, tais como o financiamento, a cultura da repetência, a baixa aprendizagem e as imensas desigualdades que continuam marcando a educação brasileira.

Se é ainda frustrante constatar hoje que um em cada quatro jovens de 15 a 17 anos não frequenta o ensino médio, é preciso lembrar que esse quadro era muito pior. Na década de 60, por exemplo, apenas 6 em cada 100 alunos que ingressavam no antigo primário conseguiam chegar até o fim do que hoje seria o ensino médio. O principal gargalo do sistema estava na primeira série, onde as taxas de reprovação superavam 50% ao longo de quase todo o século XX, fazendo com que apenas uma pequena elite de sobreviventes chegasse ao final de sua trajetória na educação básica. 

Jornalista Antônio Góis é presença confirmada na FLITI 2022 | Foto Alice Vergueiro

“Esta constatação não necessariamente contradiz a memória individual daqueles que porventura lembram do seu tempo de escola com satisfação. Algumas poucas ilhas de excelência existiam, e continuam existindo. O argumento central é que, como sistema, nunca tivemos educação de qualidade”, afirma o autor.

Sobre sua ida para a FLITI, Góis ressalta que está muito feliz não só por ir a Tiradentes, mas por um contexto de homenagem ao Ziraldo. “Ele é um grande autor que tratou muito da educação em seus personagens. Tenho muito carinho pelo Ziraldo e por seus personagens do mundo educacional.”

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