Com shows memoráveis, encontros emocionantes, referências à brasilidade e homenagens para lendas da música nacional, o João Rock 2023 conseguiu entregar uma edição histórica. Celebrando seus 20 anos, o festival recebeu mais de 70 mil pessoas em quase 14 horas de música ininterruptas, com apresentação de 32 bandas em quatro palcos, no Parque Permanente de Exposições.

O João Rock é conhecido por oferecer uma variedade de gêneros e estilos musicais, e nesta edição não foi diferente. Os amantes da música tiveram a oportunidade de vivenciar desde o rock clássico até as batidas de pop e MPB, em uma verdadeira jornada musical que encantou o público presente.

Uma das grandes atrações do festival foi o Palco João Rock, que teve sua programação aberta pela grande final da Batalha de Rimas. Pela primeira vez em seus 20 anos de história, o palco recebeu uma atração desse tipo, com renomados MCs de todo o país em improvisações repletas de criatividade.

Logo em seguida, a banda capixaba Lane, vencedora do Concurso de Bandas do João Rock, foi a primeira a se apresentar, dando início a uma sequência de shows memoráveis. O palco recebeu artistas como Gilsons, Capital Inicial, Pitty, Ira, Baiana System, COM 22, Emicida, Planet Hemp, L7nnon, Felipe Ret e Djonga, que encerraram o evento já na madrugada de domingo (4), cantando no meio do público.

Os encontros musicais, marca registrada do festival, também estiveram presentes nesta edição comemorativa dos 20 anos. Emicida fez um show emocionante, acompanhado de convidados especiais como Rashid, Marcos Valle e Drik Barbosa, que proporcionaram momentos únicos de celebração coletiva. A banda Planet Hemp, por sua vez, trouxe a turnê “Jardineiros” e surpreendeu o público com a participação do cantor, compositor e instrumentista Marcos Valle ao piano.

Além disso, a banda de Marcelo D2 e BNegão fez homenagens aos saudosos Chico Science e Chorão, emocionando a plateia, que também foi surpreendida com a breve aparição de Badauí, do CPM 22, no palco. A última apresentação do João Rock 2023 foi um verdadeiro sucesso, reunindo L7nnon, Filipe Ret e Djonga em um show empolgante, com a participação de outros artistas, como TOKiO DK, Camila Zasoul, entre outros.

Com a plateia lotada, L7nnon, Filipe Ret e Djonga desceram do palco e abriram uma roda no meio do público, encerrando assim a edição histórica do festival. O João Rock prova a cada ano que é possível construir um evento incrivelmente marcante com um line-up nacional, reafirmando seu papel como um dos principais festivais de música do país.
A celebração coletiva, as referências à brasilidade e as homenagens às lendas da música nacional fizeram do João Rock 2023 uma experiência única e inesquecível para os fãs que estiveram presentes. Com mais de duas décadas de história, o festival continua a surpreender e encantar, consolidando-se como um importante ponto de encontro da música brasileira.
Estrutura e novidades
Na celebração de 20 anos, o João Rock inovou em estrutura, ampliou a área chegando a 160 mil metros quadrados, recebeu dezenas de ativações de marca, levou diversão com roda gigante, tirolesa, parede de escalada e pista de skate, com a presença de skatista Mineirinho e fez a estreia de um novo palco, o Aquarela que reuniu apenas atrações femininas: Majur, Marina Sena, Flora Matos, além de Manu Gavassi e Ana Carolina com homenagens emocionantes para Rita Lee e Cássia Eller e defesa de pautas femininas.
“Não sei o que dizer, apenas sentir”, declarou emocionada Manu Gavassi, ao ser aclamada pelo público.
Representando a brasilidade do João Rock, o Nordeste se fez presente ao reunir no Palco Brasil as lendas Zé Ramalho, Alceu Valença e Gilberto Gil. Antes, o mesmo palco em edição especial “Lendas Vol.1” recebeu Tom Zé e Mutantes. O público agradeceu, cantando, dançando e ovacionando os artistas.
O palco Fortalecendo a Cena também foi destaque recebendo o público com apresentações de Hyperanhas, Borges, Tasha & Tracie, Major RD e Don L.
Arte de rua e homenagem
Como marco da edição histórica, o festival ainda ganhou um painel exclusivo desenvolvido pelo paulista Elvis Mourão, artista do grafite reconhecido em diversas premiações internacionais e exposições que criou ao vivo enquanto os shows rolavam.