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Jesse Koz revelou a Rafinha Bastos que seu maior medo nas viagens era morrer em um acidente de fusca

Jesse contou que sofreu um acidente com o fusca Dodongo na Costa Rica e que sentiu muito medo de bater de frente com um caminhão

Por Analice Nicolau 26/05/2022 4h00
Jesse terminou a entrevista falando qual seria seu itinerário ao sair de Nova York: Cataratas do Niágara, Chicago, Rota 66, Califórnia e finalmente o Alasca.

O relato de Jesse Koz, de 29 anos foi feito em entrevista concedida a Rafinha Bastos em Nova York para o quadro Mais que 8 Minutos. O influencer contou toda a sua história e revelou que seu maior medo em cinco anos viajando pelo mundo foi morrer em um acidente de carro.


Koz começou contando de onde veio a vontade de sair viajando pelo mundo em um fusca, na companhia de seu golden retriever de seis anos. Natural de Curitiba, morou na cidade até os 17 anos, quando mudou-se para Balneário Camboriú e começou a trabalhar com vendas em uma loja de shopping.
Acostumado a carregar o cachorro Shurastey dentro da mochila durante os passeios de moto, teve que comprar um carro quando viu o fiel amigo crescer. Com pouco dinheiro, teve que comprar o fusca; que foi seu primeiro e único carro.

O influencer contou toda a sua história e revelou que seu maior medo em cinco anos viajando pelo mundo foi morrer em um acidente de carro


Sete anos no mesmo emprego, Jesse estava estressado e cansado de viver no modo automático. Foi então que decidiu parar com o trabalho e dar fim àquela vida de vendedor. Foi a oportunidade de começar algo diferente. Com nenhum plano, Jesse só sabia que queria viajar pelo mundo com Dodongo, nome dado ao fusca e com Shurastey, seu golden.


Ao deixar o emprego como vendedor, passou um mês pensando o que fazer de sua vida. Foi quando entrou em um grupo de mochileiros no Facebook e começou a se interessar pelas viagens e pelo estilo de vida que os integrantes do grupo levavam. Aos 24 anos, Jesse Koz decidiu que queria aquela vida de viagens e que o primeiro destino seriam os países da América do Sul. Sem dinheiro, vendeu tudo o que tinha em apenas 40 dias para custear o começo da nova vida, o que havia se tornado um sonho.


Sem nenhuma outra hipótese, Shurastey estava incluído no planejamento. No dia seis de maio de 2017, tudo começou. Jesse saiu de Balneário com destino a Ushuaia, cidade turística na Argentina, bem no extremo Sul do Continente. Na primeira viagem, há quase 500 km de Ushuaia, teve o primeiro perrengue: o motor de Dodongo fundiu. Com apenas 10 mil reais, dinheiro da venda de uma moto, uma TV, um videogame e um micro-ondas, não contava em gastar com o conserto do carro.
O dinheiro teria que sustentá-los pelos próximos meses. Sem grana pra arrumar o carro, recebeu a ajuda de um chileno e teve que esperar por 15 dias até o carro ficar pronto.

Acostumado a carregar o cachorro Shurastey dentro da mochila durante os passeios de moto, teve que comprar um carro quando viu o fiel amigo crescer


Jesse contou a Rafinha a alegria que sentiu por ter iniciado seu sonho. E deixou clara a satisfação que teve ao descobrir a beleza dos pequenos detalhes da vida. E cada vez mais, Shurastey foi se tornando mais importante em sua vida. O animal se tornou o grande parceiro das viagens.
Segundo Jesse, em cinco anos, ele teve que pagar apenas três hotéis para poder dormir. Um deles ainda foi motivo de grande arrependimento, porque de acordo com o influencer, se tivesse dormido dentro do fusca, teria sido muito melhor.
Jesse confessou que a viagem ao Alasca não era e nunca foi seu grande projeto. E que, seu plano não era nem ir para o Ushuaia, já que a viagem foi decidida uma semana antes de pegar a estrada.
Surpreso com a resposta, Rafinha afirma: “você foi sem rumo mesmo”. Jesse confirmou “eu nem sabia o que eu estava fazendo, eu só estava indo mano, só estava indo”.


Rafinha interrompe com o comentário: “O cara ligou o carro e falou: meu irmão, eu só vou parar quando eu morrer”.
Jesse confirma: “é mais ou menos isso, velho. É mais ou menos isso esse rolê, cara! Quando eu iniciei ali eu só queria fugir mesmo, vazar dali”.
E deu muito certo para a dupla que ficou famosa na internet. A viralização começou após Jesse compartilhar a ideia de sair viajando em seu fusca com seu cachorro em um grupo de mochileiros do Facebook.

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Jesse contou a Rafinha a alegria que sentiu por ter iniciado seu sonho


A reação foi acima do esperado. Foram 25 mil curtidas e mais de seis mil comentários. Foi lá que sugeriram que ele deveria estrear suas viagem com destino a Ushuaia.
Jesse contou que a ideia inicial era conhecer as capitais dos países, mas, aceitou o desafio de conhecer o extremo do continente. A rota foi traçada com base nos postos de combustíveis raros que existem pelo caminho.
A cada 300 km em média, era necessário parar para abastecer. Jesse levou 40 dias para chegar a Ushuaia, há oito mil km de seu ponto de partida e ficou 20 dias na casa de um argentino. Foi aí que ele conheceu as comunidades de viajantes e passou a fazer parte dos grupos.
A viagem ao Alasca foi ideia de um viajante que conheceu na Argentina durante a estadia. Deslumbrado, Jesse teve certeza que era exatamente o que queria.
Ao compartilhar a viagem para o Alasca, recebeu massivo apoio dos viajantes do grupo. Foi aí que aconteceu o boom no número de seguidores. Depois de uma reportagem sobre a ida a Ushuaua, os 10 mil seguidores saltaram para 32 mil em apenas dois dias.
Mesmo assim, Jesse afirmava que era “avesso” às redes sociais e que não sabia muito bem como lidar. De volta ao Brasil, percebeu que as pessoas queriam conhece-lo. No final de 2017, Koz, marcou o primeiro encontro com os seguidores em Foz do Iguaçu.


Foi lá que levou o fusca novamente ao mecânico e recebeu a notícia que o motor precisava de mais uma manutenção, dessa vez, o valor era muito mais alto do que o valor restante que ainda tinha, mas diferente do primeiro perrengue, conseguiu consertar o motor com o apoio financeiro dos seguidores.
Já no início de 2018, iniciou uma viagem pelo Brasil e passou dois meses na casa da mãe, em Curitiba. O influencer normalmente recebido em casas de viajantes que ofereciam um quarto e comida. Nesses lugares o viajante aproveitava para tomar banho e lavar roupas.
Jesse concluiu que as viagens tinham mais a ver com as experiências do que com os lugares. Explicou que decidiu sair em viagem para ficar longe de pessoas, mas entendeu durante o percurso que a viagem não seria a mesma sem as pessoas.
“Se eu tivesse feito esse rolê com grana eu teria parado em hotel, do hotel eu teria visitado os lugares. E as melhores experiências que eu tive foi na casa de pessoas”, contou Jesse.

Jesse terminou a entrevista falando qual seria seu itinerário ao sair de Nova York: Cataratas do Niágara, Chicago, Rota 66, Califórnia e finalmente o Alasca.


O curitibano disse que se não fosse Shurastey, teria desistido das viagens, porque o animal se tornou um grande parceiro e as trocas de carinho foram importantes nos momentos de bad vibes.
Jesse contou que a viagem à Bolívia teve diversos problemas. Além dos defeitos mecânicos no Dodongo, ainda atravessou uma “seca” extrema. Na chegada ao Chile, teve que abrir o motor para mexer no carro após um novo problema mecânico. Três anos depois, já havia aprendido a consertar o fusca. Cinco anos após o começo, já tinha aprendido a montar e desmontar o motor.
Jesse confessou que tudo teria sido mais fácil se tivesse outro carro, mas, com o fusca conseguiu fazer mais conexões, e que a comunidade do fusca une pessoas em razão dos problemas comuns e do amor pelo modelo. “80% das oficinas que eu passei, das mecânicas, eu não paguei mão de obra”.
Perguntando sobre medo, o influencer contou sobre o medo de morrer em um acidente de carro. “Um momento muito tenso na viagem foi quando eu bati o fusca na Costa Rica. Esse me deu um medo assim, a gente poderia ter morrido. Porque fazia uns quatro dias que estava chovendo direto na Costa Rica onde a gente estava ficando.”


Jesse estava em uma Península onde entrou de barco e tinha que dar uma volta para retornar. Para isso, precisou passar por estradas alagadas e à beira de precipícios. Koz contou que o acidente aconteceu depois que a barra de direção do fusca quebrou em uma curva e acabou passando direto e indo parar na cerca de uma casa.
“Quando me dei conta que tinha quebrado, eu falei: cara, a gente poderia ter morrido aqui. Porque se tivesse vindo um caminhão, naquelas curvas que eu estava fazendo há cinco quilômetros para trás, tinha caído ali com chuva, não tinha ninguém, eu ia ficar uma semana ali naquele buraco”, contou Jesse Koz.
Jesse contou que bateu na cerca certa, além de bater, o dono do imóvel soldou a barra de direção e ainda serviu um jantar a ele.
Ele contou que depois do acidente começou a refletir sobre a segurança e decidiu ir para o México e fazer uma reforma do carro.

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Nos últimos tempos, Jesse conseguiu se manter com as publicidades do Instagram, já que os adesivos já não eram mais suficientes para custear as despesas. As vendas no shopping o ensinaram a negociar. Jesse lançou sua própria loja online de itens para cães e humanos e o Shurastey virou uma marca: Shurastey Dogs. A marca agrega a história das viagens.
Jesse terminou a entrevista falando qual seria seu itinerário ao sair de Nova York: Cataratas do Niágara, Chicago, Rota 66, Califórnia e finalmente o Alasca.


“Agora meu rolê está finalizando já, com o fusca, ” contou Jesse sobre uma hipótese de ir pra Europa. Com mais de 400 mil seguidores, Jesse era convicto que não era o “cara do Instagram”, que se fosse, teria feito somente a versão Shurastey da viagem. Mas, por conta de querer mostrar os voluntários, acabou se mostrando junto com seus famosos rolês.








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