O ano já começa com conscientização! Isso porque nesse mês é celebrado a campanha Janeiro Roxo, que tem como objetivo promover ações sobre a hanseníase.

Fundada em 1991, a Instituição atua em parceria com prefeituras locais, nas regiões onde atua, ou com o Governo do Estado, no gerenciamento de serviços e programas de saúde em municípios
É importante conhecer a doença para que o diagnóstico seja feito o mais rápido possível, pois assim o tratamento é realizado precocemente, tendo melhores resultados.
De acordo com a dermatologista Patrícia Vieira Maluly, que atende na AMA 24h Capão Redondo e nos hospitais Dia M’ Boi Mirim I e II, ambos sob gestão do CEJAM (Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim), a hanseníase era conhecida como lepra. É uma doença infecciosa e contagiosa causada por uma bactéria, que é transmitida de pessoa para pessoa.

“A maioria dos casos de hanseníase é definida pela análise clínica dermatoneurológica”, afirma Dra. Patrícia
“Essa infecção ainda se configura como um grave problema de saúde pública em muitos países, inclusive no Brasil. Mesmo com todos os avanços obtidos pela ciência e tecnologia, não houve interrupção da transmissão em escala mundial”, destaca. A médica alerta a população, pois a doença pode causar uma grande variedade de lesões cutâneas.

Além do tratamento, o Ministério da Saúde também disponibiliza a Caderneta de Saúde da Pessoa Acometida pela Hanseníase. Segundo a especialista, a caderneta é uma importante ferramenta para a gestão
Entre os principais sintomas estão as manchas, áreas com alterações da sensibilidade térmica e dores, comprometimento de nervos, diminuição dos pelos e do suor, sensação de formigamento ou fisgadas, diminuição da sensibilidade ou força muscular na face, mãos ou pés e nódulos no corpo, em alguns casos avermelhados e dolorosos.

Os medicamentos de primeira linha no tratamento padrão da hanseníase são rifampicina, dapsona e clofazimina”, explica a Dra. Patrícia
Caso o paciente perceba qualquer tipo de sintoma relacionado à hanseníase, deve procurar um médico o mais rápido possível. Todo o tratamento da doença é oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). “São utilizados esquemas terapêuticos padronizados pela Organização Mundial de Saúde (OMS), de acordo com a classificação operacional. Os medicamentos de primeira linha no tratamento padrão da hanseníase são rifampicina, dapsona e clofazimina”, explica a Dra. Patrícia.