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Analice Nicolau
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Investigação: Falha no sistema de degelo pode ter causado queda do voo 2283, diz testemunha

Piloto que operou o avião na madrugada anterior ao acidente teria relatado o defeito, mas falha não foi registrada oficialmente, permitindo a liberação da aeronave

Analice Nicolau

06/08/2025 14h00

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Famílias do voo 2283 acionaram a Justiça com o advogado Leonardo Amarante, experiente em grandes tragédias.

Uma nova informação pode mudar os rumos da investigação sobre o acidente com o voo 2283, da Voepass/LATAM, que matou 62 pessoas em Vinhedo (SP), em 9 de agosto de 2024. Segundo uma testemunha exclusiva ouvida pelo G1, o piloto que utilizou o ATR 72 500 poucas horas antes da tragédia teria relatado informalmente falhas no sistema de degelo da aeronave — item crítico para a segurança do voo em condições meteorológicas adversas.

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Destroços do voo VoePass 2283, horas após a queda. Investigação apura se falha no sistema de degelo causou o acidente. Segundo testemunha, piloto que operou a aeronave na madrugada anterior já havia notado o defeito — mas o problema não foi oficialmente registrado, o que permitiu a liberação do avião.

A falha, no entanto, não foi registrada no Technical Log Book (TLB), o diário técnico que documenta as condições operacionais do avião. Sem o registro oficial, a aeronave foi liberada para voo na manhã seguinte, com destino de Cascavel (PR) para Guarulhos (SP), onde caiu minutos antes do pouso.

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O defeito no sistema de degelo — essencial em condições de gelo e neblina — não foi incluído no Technical Log Book (TLB), permitindo a decolagem do voo 2283, que caiu minutos antes do pouso em Guarulhos. Especialistas apontam falhas graves nos protocolos de manutenção e cobram responsabilização das empresas envolvidas.

Especialistas em aviação apontam que o sistema de degelo é essencial para manter a sustentação da aeronave em situações de gelo e neblina. A omissão pode indicar negligência técnica e falhas graves no protocolo de manutenção, fatores que reforçam o pedido de responsabilização das empresas envolvidas.
A Associação dos Familiares das Vítimas do Voo 2283 já ingressou com ações judiciais, representada pelo advogado Leonardo Amarante, conhecido por sua atuação em tragédias como o Voo Gol 1907, Air France 447 e o desastre da barragem da Vale em Brumadinho.

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