O instagram e o facebook pagarão, até 2022, US$1 bilhão para influenciadores digitais que utilizam a plataforma. De acordo com a empresa, essa é uma forma de investir nas personalidades, que terão que bater “metas” para receber a remuneração. Diferentes de redes como YouTube, que paga pelo consumo de conteúdo, os influenciadores, até então, só conseguiam monetizar no Instagram por meio de publicidade paga para marcas.
Babal Guimarães, que possui pouco mais de 3,3 milhões de seguidores no Instagram, afirma que essa nova política valoriza a criação de conteúdo digital, que sustenta a plataforma e traz mais motivação para inovar.
“Enxergo de forma positiva. Acredito que através dessa monetização o influenciador digital se empenha e se dedica cada vez para entregar um conteúdo de qualidade para conquistar cada vez mais seguidores, visualizações e engajamento, com o bônus de ganhar lucros através da monetização”, diz.
Para ele, essa é uma forma de incentivar, em especial, os nanos e micro influenciadores, que possuem de 10 a 100 mil seguidores. “Para monetizar a rede, o influenciador precisava ser pago por uma marca para uma publicidade, o que geralmente só acontece quando o criador de conteúdo já tem um grande alcance, ou seja, demorava muito para o trabalho começar a dar dinheiro. Com essa alternativa, eles começam a se motivar mais, visto que a remuneração acontece pela própria plataforma, dependendo mais do engajamento que do número de seguidores”, aponta Babal.
A decisão da plataforma, para Babal, segue um caminho natural: reconhecimento da qualidade de conteúdo feito por influenciadores, “É como se fosse um termômetro da qualidade do conteúdo que estamos levando, fazendo com que o influenciador digital busque sempre inovar em seus conteúdos e aprimorar, assim como a empresa ganha uma rede social mais popular e com mais usuários interessados”, diz.

