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Hipnoterapeuta Ana Amorim explica sobre compulsão alimentar e como identificar o distúrbio

Durante as sessões de hipnose, a pessoa aprende sobre o passado, presente e futuro para vencer o transtorno

Por Analice Nicolau 17/01/2022 4h00
Durante as sessões de hipnose, a pessoa aprende sobre o passado, presente e futuro para vencer o transtorno

A compulsão alimentar está cada dia mais presente na vida do brasileiro, e os casos só aumentaram durante a pandemia. O distúrbio alimentar é caracterizado pela ingestão exagerada de alimentos e essa ação ocorre mesmo sem a presença de fome ou necessidade física do alimento.

A hipnoterapeuta Ana Amorim é uma das grandes referências no Brasil e esse é um tema constantemente tratado por ela e a técnica de hipnose é um aliado para quem deseja vencer esse transtorno. Mas para entender como funciona o tratamento com a hipnose, a especialista contou os passos do processo de recuperação.

“O diagnóstico normalmente é feito por psiquiatra, mas nem todas as pessoas fazem esse caminho. Pode ser que ela consiga perceber que tem um problema ou percebem que há uma diferença na rotina de alimentação, dessa maneira, elas buscam ajudam na terapia”, explicou.

Ana Amorim ainda contou que o primeiro momento da terapia é o education. “A pessoa passa por um processo de educação, que nada mais é do que entender o distúrbio alimentar, os gatilhos e como esse transtorno da mente acontece. Uma coisa que é necessário entender é considerado isso é um transtorno mental, mas não é uma coisa ruim e há maneiras de ser tratado”, explicou a psicanalista.

Amorim ainda ressaltou que muitos pacientes chegam com diversos traumas e existe uma ordem para ser tratada durante as sessões, sendo, passado, presente e futuro.

“O emagrecimento é o processo mais complexo que existe. Para trabalhar a compulsão é necessário investigar diversos outros assuntos, como família, causas do passado, autoestima, emoções. É no passado que ela vai entender os motivos que a levaram para o quadro de compulsão, e através da hipnose esse processo é mais acelerado, e a pessoa pode ver o exato momento que desencadeou o quadro”.

“Quando falamos do presente falamos sobre quem ela é, o que ela faz, como é o tempo dela, justamente criar uma estratégia para conseguir vencer a compulsão. Já o futuro trabalha a parte prática para que essa pessoa possa viver uma vida diferente, mesmo diante de situações que poderiam ser um novo gatilho”, exemplificou.

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A hipnoterapeuta ainda contou que o processo pode ser de até cinco sessões, mas para um resultado mais sólido, o recomendável é que o acompanhamento dure pelo menos um ano. “O ideal é que a pessoa sinta firmeza nesse processo e entenda todas as questões da mente, por isso que nesse meio tempo sempre incentivo a estudar sobre autoconhecimento e o cérebro”.

Ana Amorim também deu dicas para quem sofre com esses transtornos:

– Evitar jejuns prolongados e dietas restritivas

– Faça mais refeições em poções menores

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– Cole lembretes pela casa para que lembrem do seu real objetivo

– Coma sempre na mesa e sempre no prato (os episódios de compulsão alimentar acontecem fora da mesa, ou escondido, no carro, na cozinha, no caminho voltando da padaria, e isso desperta o sentimento de ‘fome’ na pessoa)

– Crie outras fontes de prazer no seu dia, principalmente nos dias que sabe que ocorre o gatilho (exemplos: massagem, exercício, compromissos, hobbys)

– Trabalhe a mente; todo mundo pode aprender, a educar a mente (terapia, hipnose, isso ajuda na inserção de pensamentos e a atingir os resultados mais rápidos).

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